O Mundo das Ideias Corporativas

Gestao, Marketing, Tecnologia, Web 2.0 e Redes Sociais

FACEBOOK PROPÕE SUA SEGUNDA ONDA REVOLUCIONÁRIA NA WEB

O Facebook é, definitivamente, um fenômeno da nossa Era digital. Recentemente duas notícias envolvendo a mais famosa rede social do mundo consolidaram-no como uma referência da nova internet. (A nova internet surge após o crash de 2000 da bolha especulatória do índice Nasdaq, que resultou na pulverização de várias empresas ponto-com, sendo o ponto de partida para uma nova safra de empresas digitais e uma nova estrutura – agora mais robusta – de internet surgirem).

 

O Facebook, de Mark Zuckerberg, propõe uma segunda revolução na web

A primeira notícia data do início de 2011 e envolve as ações do site Facebook.com, que após investimentos na ordem de 1,3bilhões de dólares do banco Goldman Sachs e da empresa russa de tecnologia russa Sky Technologies, conferiram à rede social valor de mercado de US$ 50 bilhões. Resultado coloca-o à frente de outros gigantes da internet: eBay, Yahoo e Time Warner.

Já a segunda notícia envolvendo o site de Mark Zuckerberg tem a ver com o lançamento do filme “A Rede Social” que conta a polêmica história de nascimento do Facebook. O filme do diretor David Fincher foi sucesso de público e crítica entre os especialistas norte-americanos e concorrerá à estatueta do Oscar em oito categorias. Inclusive já arrebatou o Globo de Ouro de melhor filme. Em sua estreia arrecadou US$ 23 milhões nos EUA.

A primeira revolução que o site propôs foi a de agrupar num só lugar mais de 400 milhões de pessoas ao redor do planeta. Até o presidente americano Barack Obama e a rainha Elizabeth II da Inglaterra têm seus perfis naquele site. O Facebook.com trouxe à luz da importância a expressão Mídia Social. Falar no assunto e não citar o Facebook, e agora o Twitter também, é demonstrar desconhecimento sobre o assunto.

Para se ter uma ideia da revolução causada pela rede social, hoje em dia há congressos de desenvolvedores de aplicativos para o Facebook. Já ouviu falar naquele jogo mundialmente conhecido, o Farmville (aquele da “fazendinha”)? E todos os demais (Mafia Wars, CafeWorld, PetVille, etc)? Pois é, todos os desenvolvedores desses aplicativos online se reunem em congressos e discutem novas possibilidades de negócio. Você já deve ter reparado que é possível comprar créditos virtuais para esses aplicativos com dinheiro real, não é? Ou seja, o Facebook também faz muita gente ganhar dinheiro.

A segunda revolução a que se propõe Mark Zuckerberg e seus desenvolvedores é incluir na mídia social um serviço de e-mail que integra outros tipos de serviços, como chat e SMS, centralizando as conversas em um único histórico e em um novo formato que deve estimular outros mercados devido a sua praticidade e diferencial.

 

Marca registrada do Facebook, o botão "Curtir"

O serviço de messaging da rede, que já movimenta 4bilhões de mensagens trocadas diariamente, prevê atender todos os usuários. O objetivo será o de dar ao usuário um endereço @facebook.com como um agregador de conteúdo independente do canal emissor (SMS, messaging interno ou e-mail), propondo ao usuário o agrupamento das mensagens em uma única conversação, dando, inclusive, suporte aos anexos. Algo semelhante ao que o Google tentou, sem sucesso, com o seu GoogleWave.

Segundo Leandro Kenski, CEO da Media Factory, as empresas terão como desafio realizaram campanhas de branding online dentro dessa nova estrutura que o Facebook propõe buscando aumento de visibilidade de suas marcas, criando canais de comunicação direto com os clientes, otimizando o relacionamento e aumentando o engajamento com as marcas.

Esse é mais um desafio para as empresas aproximarem suas marcas de seus consumidores e conquistarem mais espaço no mundo online.

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Leia a entrevista de Leandro Kenski para o portal HSM Online neste endereço: http://is.gd/FBe1BH

Veja números muito interessantes sobre o Facebook.com nos seguintes endereços: http://is.gd/4Ynlhn e http://is.gd/mh6E9M

Veja no site da IGN.com a estimativa de faturamento de alguns dos apps do Facebook.com: http://is.gd/gGdv2P

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17/02/2011 Posted by | Redes Sociais | , , , , | 1 Comentário

EXECUTIVOS ADEREM AS MIDIAS SOCIAIS

Pesquisa realizada pela HAYS Brasil mostra que a maioria dos candidatos utiliza mídias sociais

Um levantamento realizado pela HAYS, consultoria especializada em recrutar executivos de alta e média gerência, com 350 executivos brasileiros entre maio e julho de 2010, mostra que mais de 90% deles conhecem o termo “mídias sociais” e que 87% mantêm pelo menos uma conta ativa em algum serviço relacionado. Das redes sociais citadas, o LinkedIn aparece como líder na preferência dos candidatos da HAYS, com 65%, seguido de Orkut (52,5%), Facebook (47,5%) e Twitter (26,5%). Com relação à frequência de utilização, um em cada três pesquisados afirmou acessar o serviço diariamente, enquanto 29,5% disseram utilizar as redes sociais de uma a três vezes por semana, e apenas 12,1% dos entrevistados disseram se conectar entre três e seis vezes por semana.

A preferência dos profissionais pelo LinkedIn não chega a surpreender de acordo com Rodrigo Vianna, gerente da área de expertise Sales & Marketing da HAYS em São Paulo. “Diferentemente das demais redes sociais utilizadas para comunicação interpessoal, o LinkedIn é uma ferramenta de interação e networking”, afirma. Como as informações profissionais tendem a não se alterar na mesma velocidade que as demais comunicações, Vianna explica que a frequência de acesso às redes sociais por esse grupo de profissionais é menor, mas mais efetiva, se considerado o propósito profissional.

A sondagem da HAYS revelou ainda que quase 60% dos entrevistados recorrem às mídias sociais para identificar boas oportunidades profissionais e que 40% já aplicaram o uso para uma vaga divulgada em um destes canais. “Esse resultado sugere que o mercado de mídias sociais para fins profissionais está em ampla expansão, e que há grande potencial para a área de recrutamento no Brasil”, destaca Vianna. Mas o cenário não vai se transformar da noite para o dia. Segundo o executivo, as redes sociais acrescentam uma fonte importante de informações a respeito do candidato e podem dinamizar a aproximação. “Mas a contratação de executivos de média e alta gerência ainda depende muito do contato pessoal e do networking.”

Rodrigo Vianna chama a atenção para outro fator importante. Como a convergência das informações no meio social sugere um caminho sem volta, ele aconselha as pessoas a desvincular seus perfis profissionais dos pessoais, a pessoa física da jurídica. “As redes sociais, em particular os microblogs, são ótimas ferramentas para disseminar informações de forma rápida e pulverizada. Mas é imprescindível evitar que o universo pessoal se confunda com a atividade profissional, o que pode ser prejudicial à carreira.”

HSM Online
no endereço: http://bit.ly/czVGJI

05/10/2010 Posted by | Redes Sociais | , , | Deixe um comentário

O FACEBOOK VAI DOMINAR A WEB

Poucas pessoas estão acompanhando de perto a transformação que está por acontecer na Internet e nas redes sociais. Prova disso foi um evento que aconteceu recentemente em Palo Alto, na Califórnia. Batizado como F8, foi destinado à desenvolvedores e parceiros do Facebook. Para os privilegiados que puderam estar lá, o CEO do Facebook – Mark Zuckenberg, apresentou mais uma e, talvez, a grande novidade de sua empresa para os próximos anos: uma série de ferramentas que ajudarão o Facebook a dominar a Internet. A mensagem do evento foi simples: “queremos tornar o Facebook sinônimo da Web”. Sem dúvida, internautas do mundo inteiro serão impactados pelos resultados desta reunião.

Mark Zuckerberg

Não é novidade para ninguém o poder excepcional que essa rede social exerce em quase todos os países nos quais está presente. No Brasil, ele ainda está longe do líder Orkut, mas cresce a passos largos. Com quase 500 milhões de usuários cadastrados e um número ainda maior de usuários únicos a cada mês (isso é possível, pois boa parte das páginas podem ser vistas sem ser cadastrado no site), a liderança do Facebook entre as redes sociais é inquestionável e, recentemente, o site tornou-se o principal destino na Web nos Estados Unidos, superando o todo poderoso Google. Ainda mais imponente é a rapidez com que o Facebook está se espalhando nos celulares. Enquanto a rede social levou cinco anos para atingir 100 milhões de usuários na internet, o Facebook levou apenas três anos para atingir o mesmo número nos celulares.

Mas por que o Facebook é diferente?

Apesar dos números incríveis, o Facebook poderia ser mais um caso de site que obtém sucesso rápido para pouco depois cair no esquecimento. A Internet está cheia de casos como esses – Altavista, Lycos, Geocities são apenas alguns dos exemplos mais conhecidos de empresas que estiveram na liderança por algum tempo, mas não conseguiram se manter nesta posição. Com a concorrência feroz, mesmo os líderes invejáveis, como a Microsoft, não conseguiram grande sucesso (apesar do Messenger ter grandes audiências, a empresa perde cada vez mais dinheiro nesta área) e, Yahoo e AOL, que realmente lideraram por longos períodos estão claramente num caminho declinante.

O que torna o Facebook diferente da grande maioria das empresas é sua capacidade de enxergar à frente dos outros, definir a estratégia de forma brilhante e executar ainda mais efetivamente. Em outras palavras, o crescimento e a busca por patamares cada vez mais altos são resultados de uma visão estratégica fantástica e de execução a altura. Com exceção do Google, é difícil citar outra empresa que tenha acertado tantas vezes na definição de prioridades e tenha implementado essas prioridades de forma tão impecável.

Mark Zuckenberg, apesar de várias críticas (e processos judiciais) que pesam sobre si, sempre teve uma visão extremamente clara do seu objetivo: conectar pessoas da forma mais eficiente possível por meio  da Internet. Nada pode detê-lo – nem seus concorrentes, nem seus sócios (desde a fundação várias brigas e mudanças na sociedade ocorreram), e nem os costumes e normas vigentes (desde sua primeira “violação” de normas em Harvard, antes do lançamento do site, até seu descaso com as normas atuais de privacidade). Para o CEO do Facebook, o futuro é das redes e de um planeta sem privacidade.

Sheryl Sanderberg

Entre todas as tacadas de Zuckenberg, talvez a mais brilhante tenha sido seduzir para trabalhar com ele a executiva Sheryl Sandberg – que era na época vice-presidente de operações e vendas online do Google e havia sido chefe de gabinete do Ministro da Economia dos Estados Unidos. Sheryl é uma executiva única que reúne uma visão estratégica ímpar com uma execução impecável. Nos seus anos de Google, criou e implementou a estratégia de vendas para pequenas empresas no mundo inteiro – que no seu auge chegou a representar mais da metade da receita do grupo e um terço de funcionários. Sheryl trouxe, além de todo seu conhecimento do Google, um time de executivos que elevou o potencial do Facebook a um novo patamar.

O futuro chegou

O lançamento ocorrido em maio pode parecer um detalhe bastante simples para um usuário comum. Sua aplicação mais imediata, que já pode ser vista em sites como Yelp, IMDb ou CNN (inclusive no Terra, no Brasil) é uma caixa no canto da página que diz quais dos seus amigos gostaram daquela página ou notícia. Isso é feito através de um botão “Like” incluído nesses lugares. A atividade registrada com os cliques nesses botões será tratada como “feeds” no seu perfil e de seus amigos no Facebook. Além disso, você poderá receber sugestões baseadas no que seus amigos estão fazendo pela Web.

Para editores de conteúdo essa novidade é muito interessante. Ela torna muito facilmente qualquer site numa experiência social e personalizada. Não é interessante ver quais artigos da CNN meus amigos leram e gostaram? Além disso, essa vinculação com o Facebook deve gerar mais tráfego para aqueles sites que adotarem a novidade – qualquer conteúdo marcado como interessante por um usuário será apresentado para todos seus amigos – multiplique isso por 500 milhões! Mais um dos lançamentos do dia foi uma forma de categorizar conteúdos – seja uma página sobre um filme, uma música e até de um time de futebol – de forma que ao clicar no botão “Like” esse interesse será adicionado ao perfil do usuário no Facebook.

Em outras palavras, a partir de agora, todo conteúdo na Web pode e será social. Qualquer página com um simples texto torna-se automaticamente social e personalizada. E, com o alcance que o Facebook tem, seria um suicídio virtual um site não querer participar disso.

O que Mark e sua turma estão criando, efetivamente, com essas novidades é um sistema operacional da Web – em que tudo é definido e centralizado no Facebook. Logo, um usuário que não tiver uma conta nessa rede social terá uma experiência de navegação tão inferior quanto uma pessoa que comprava um computador que não tinha Windows. Com esses recursos, a empresa fica numa posição muito confortável para atropelar qualquer rede concorrente – a primeira vítima pode ser a rede social focada em localização, Foursquare – além de se posicionar muito fortemente no modelo de publicidade por comportamento (Behaviour Targeting) – vale notar que o Facebook já briga com o Yahoo! pela liderança do número de banners servidos nos Estados Unidos.

Em pouco tempo, teremos uma nova transformação tão representativa que irá transformar a forma como nos relacionamos com os amigos, compramos produtos e trocamos conhecimento. O Facebook estará, com certeza, à frente desta revolução.

A Internet tem um novo líder.

Roberto Grosman (Sócio da F.biz. Estudou no MIT e já trabalhou em empresas como Google e Amazon)

HSM Online
23/07/2010

07/08/2010 Posted by | Redes Sociais | , , , | 2 comentários

O TWITTER E O MARKETING DIGITAL

Em 31 de julho deste ano o Twitter comemorou seu tweet de número 20.000.000.000. Isso mesmo, o vigésimo bilionésimo tweet foi enviado pelo usuário @GGGGGGo_Lets_Go. A ‘twitada’ em si não teve nada de especial, foi um assunto do cotidiano. O próprio usuário nem sabia que estava prestes a alcançar uma marca que mexeu com a internet e foi assunto nos quatro cantos do mundo. Só se deu conta do feito, quando passou a receber cumprimentos de usuários do mundo inteiro.

O mundo adotou o Twitter. O crescimento do serviço de microblog chega a ser espantoso: o Twitter levou quatro anos para chegar ao tweet número 10 bilhões, em março de 2010, e apenas cinco meses para dobrar o volume de tráfego. Algo a se pensar, não?

Ao que parece todo o mundo está twitando. Mas twitando sobre o que? Acho que esse é um ponto curioso: todo mundo twita sobre qualquer coisa! Desde “estou com fome”, passando por “sigam meus amigos….” e “o filme … é bom demais”, até “comprei o produto… eu recomendo!”. Pense num assunto e ele está lá, alguém já twitou sobre aquilo. Dê uma procurada nos TT´s, também conhecido por Trending Topics, mais especificamente “os ‘assuntos’ mais twitados do momento”.

Então se o Twitter é esse sucesso todo, parece um celeiro fértil para se ganhar dinheiro, certo?

Há controvérsias.

Ainda não se têm muitas informações de empresas que se deram bem financeiramente com o serviço de microblog. Tempos atrás li algo sobre a Dell ter faturado até US$ 1 milhão com o Twitter e… paramos por aí. Não me recordo de nenhum outro case. Se bem que, a Dell por si só é um colosso no ramo de fabricação de computadores, possui fãs nos quatro cantos do mundo. Logo, saber se efetivamente o Twitter a ajudou nesse 1 milhão ao mais, é meio complicado.

Marketing Digital com o Twitter

Colocar sua empresa no Twitter não significa que suas vendas serão alavancadas da noite para o dia. Mesmo porque abrir uma conta no Twitter não faz milagres. Uma coisa muito importante que, ao que parece, até mesmo alguns profissionais de comunicação não estão atentos, é o real significado que uma ferramenta de internet como essa deve ter: aproximar o potencial e real consumidor de sua empresa.

Trazer o consumidor para o dia-a-dia de sua empresa pode ter o efeito psicológico de inseri-lo dentro do cotidiano de sua organização, faze-lo sentir-se parte do todo. Assim como você e seus funcionários, o consumidor também irá querer que a empresa não pare de crescer. Já parou para pensar no efeito dessa inserção em acionistas e investidores?

Por isso que o profissional responsável por essa comunicação da empresa com o mundo exterior deve ser extremamente responsável, gabaritado e conhecer muito da empresa. Eu diria até, que o mais recomendável seja o próprio CEO da empresa ou alguém muito próximo a ele. Afinal uma twitada certa pode ser só mais uma twitada, mas uma twitada errada… Lembra daquela velha máxima do futebol: “Penalti é tão importante que deveria ser batido pelo presidente do clube”?

Outro caminho para o uso do Twitter são as propagandas: a utilização dessa mídia como um canal promocional da empresa. O cuidado aqui é procurar seu espaço sem ser deveras invasiva. O humor de um follower é muito sensível e a distância entre ele continuar ou não seguindo sua marca é a de um clique. O ponto chave nessas situações é a produção de conteúdo ou ações que sejam atraentes para o consumidor. Se a marca tiver um bom posicionamento, o resto é branding.

Ações promocionais neste meio permitem uma segmentação e um impacto quase cirúrgico no target, sendo possível estipular qual o grupo de interesse, a faixa etária e que região se pretende atingir.Iniciativas como a premiação para seguidores que agreguem ainda mais seguidores são extremamente positivas. Premiações por retweets, idem. Na falta de criatividade, que tal incentivar e premiar seus usuários a criarem slogans para sua organização?

Usuários do Twitter, por exemplo, gostam de compartilhar links e dicas interessantes entre si. Quando dividem algum dado novo, promovem e retwitam aquilo, ou seja, passam a mensagem adiante, dando os créditos para quem escreveu.

Ter visibilidade fazendo com que os seguidores falem, sigam e retwitem a marca é fundamental para uma empresa que deseja entrar nessa rede social e ampliar share of mind. Mas lembre-se de que nem só de promoção vivem os twitters corporativos. A transmissão de conteúdo é essencial e deve ser explorada pelo Marketing dessas empresas. Abarrotar seu timeline de promoções apenas poderá fazer com que a marca perca seguidores e ganhe a antipatia de outros.

Informações sobre o Twitter:

  • Segundo informações do Twitter, os japoneses enviam 8 milhões de mensagens por dia, cerca de 12% do total do serviço. São os segundos em tráfego, atrás apenas dos americanos, que respondem por uma fatia de 25%.
  • O serviço também é um sucesso no Brasil – um levantamento da consultoria francesa Semiocast indica que o país é o quarto da lista, atrás da Indonésia;
  • Os brasileiros geram 11% dos tweets mundiais. O português é a terceira língua mais popular no serviço.
  • Enquanto no Brasil 82% dos tweets foram enviados a partir do site do próprio Twitter, na Indonésia esse meio foi utilizado por apenas 11%, enquanto o uso do aplicativo ÜberTwitter, para celulares Blackberry, responde por 37% das mensagens.
  • O escritor Paulo Coelho e o piloto de Fórmula 1 Rubens Barrichello foram incluídos em um mapa dos mais influentes do site de microblogging Twitter, divulgado por uma empresa especializada em internet e web design.

03/08/2010 Posted by | Marketing, Redes Sociais | , , , , | 5 comentários

CO-CRIAÇÃO DE VALOR, O FUTURO DA COMPETIÇÃO

Tempos atrás formatei um artigo muito bem escrito sobre a definição de valor dentro do mundo empresarial. Desde minhas aulas de pós-graduação, tal conceito sempre me pareceu um tanto abstrato. Graças a este artigo “Criação e geração de Valor, o diferencial competitivo das Organizações” o conceito tornou-se mais claro para mim.

Vejamos o meu entendimento de Valor. O valor tem diferentes significados para cada um dos elementos da cadeia: para o acionista tem um, para o consumidor tem outro e para o gestor da empresa outro ainda diferente. O acionista vê valor em uma empresa, enquanto esta consegue atingir suas expectativas de retorno sobre o investimento (ROI) e quando suas práticas de gestão vão de encontro àquilo que entende serem as mais corretas.

o consumidor enxerga o valor de uma empresa tanto na empresa em si, quanto nos bens e serviços os quais ela entrega ao mercado. O preço e qualidade de seus bens e produtos, a relação custo x benefício, a durabilidade, o design, a responsabilidade para com o meio-ambiente, as práticas de gestão, a reputação, o histórico, etc. Enfim, uma gama de critérios que se confundem com os valores pessoais dos consumidores. Daí a colossal dificuldade de se agradar uma quantidade máxima possível de clientes (para maximização de vendas), haja vista que cada pessoa tem o seu contexto de vida.

Por fim o gestor enxerga valor em sua empresa quando observa que suas práticas de gestão, quando postas em prática, seguindo seu planejamento inicial com suas diretorias e gerencias, passam a dar resultado positivo para o acionista. O gestor enxerga tal valor no feedback positivo que recebe tanto dos acionistas quanto dos resultados nas vendas e/ou na expansão do negócio.

Portanto, três visões distintas sobre o mesmo termo; daí minha dificuldade ao compreender os diferentes significados.

É chegado o momento de darmos o passo seguinte a este conceito de valor. Nos dias atuais essa é prática comum às organizações. Todos os atores do mercado partem dessas premissas que citei para investir (em), consumir (de) e gerir (as) empresas.

Ora, se todos os elementos de um ambiente passam a comportar-se de uma mesma maneira, como distingui-los entre si? Como saber qual deles está me entregando mais valor (vantagens)? Em meio à comoditização do conceito, qual será o diferencial das empresas para estarem à frente de suas concorrentes?

O passo seguinte – Maior interação consumidor-empresa

Como em nenhum outro momento da História os consumidores têm tanto acesso à comunicação como nos dias atuais. Graças à proliferação dos telefones celulares, os canais de mídia e os Websites, a informação trafega com custos baixos e com rapidez em constante crescimento. Hoje mais de 900 milhões de pessoas tem acesso à Internet. Com a queda acentuada dos preços de desktops e laptops e programas governamentais de inclusão digital pelo mundo, não é difícil prever que esse número aumentará ano-após-ano.

O bombardeio de ofertas, de descontos, de megastores, de lojas de e-commerce e de aumento da variabilidade dos produtos, não trouxe vantagem significativa para os consumidores, uma vez que tudo isso acarretou também em aumento da complexidade. Assim, variedade de produtos não acarretou em melhor experiência de consumo para o consumidor.

Por conta da facilidade à informação, o comportamento do consumidor mudou. Como resultado do acesso à informação, o consumidor possui, agora, uma visão global. Suas fontes de consulta, de opiniões e de entretenimento são, agora, mundiais. O que surgiu daí foi o fenômeno das Redes de Contatos, também conhecidas por nós como Redes Sociais – um elemento extremamente poderoso e importante no mundo de hoje.

As Redes Sociais surgiram do ativismo das pessoas que passaram a se unir ao redor de causas em comum.  À medida que aprendem, as pessoas tornam-se capazes de fazer suas escolhas; e, à medida que se unem em redes, encorajam umas as outras a agir e a gritar. Os consumidores cada vez mais tomam a iniciativa de fornecer feedback às empresas e uns aos outros – e assim CO-CRIAM VALOR.

 

Esse será o capital diferencial da competição: a co-criação de valor. Em parceria com suas Redes Sociais de consumidores, as empresas deverão dar ouvidos ao que elas têm a dizer. O valor agora se situa na experiência de co-criação com as redes.

Essa nova forma de criação de valor além da característica singular de trazer o consumidor para junto das empresas, resultará em novas práticas de gestão. Práticas essas que permitam às empresas dialogar, permitir o acesso à informação, serem transparentes e avaliarem riscos em conjunto com suas redes.

Essas novas premissas acarretam novas implicações para os negócios. Como milhões de consumidores buscarão diferentes interações, o processo de criação de valor deve acomodar ampla variedade de experiências de co-criação. O contexto e o envolvimento dos consumidores enriquecem o significado de determinada experiência para o indivíduo e acentuam a singularidade da co-criação de valor.

Essas premissas sugerem novas capacidades para as empresas. Os gestores devem cuidar da qualidade das experiências de co-criação, em vez de somente zelar pela qualidade dos produtos e processos da empresa. A qualidade da infra-estrutura de interação entre consumidores e empresas, construída em função da capacidade de criar ampla variedade de experiências. As empresas devem inovar com eficiência os “ambientes de experiências”, que possibilitam a diversidade de experiências de co-criação.

(A título de esclarecimento: as empresas configuradas dentro dessas novas premissas de co-criação, receberão o nome de Empresas Nodais. Assunto que explorarei num artigo futuro.)
Por certo esse novo modelo de geração de valor deve ter-lhe trazido uma dúvida. Esclareço-a agora.

A co-criação não é a terceirização de atividades para os clientes nem a personalização marginal de produtos e serviços. Tampouco é a representação ou encenação de eventos para os clientes, em torno de várias ofertas da empresa. Hoje, esse tipo de interação empresa-cliente não mais satisfaz a maioria dos consumidores.

Envolve algo muito mais fundamental: a interação personalizada que signifique algo e seja sensível a um cliente específico. A experiência de co-criação (não a oferta) é a base do valor exclusivo para cada indivíduo.

Em artigos futuros voltaremos a tocar ainda mais nesse envolvente assunto!

 

Abraços!

26/05/2010 Posted by | Ideias Corporativas | , , , , , , , | 26 comentários

REDES SOCIAIS NO BRASIL

É intrínseco ao ser humano o sentimento de inclusão: de ser parte de uma sociedade, de falar e ser ouvido e de ser relevante. Raros são os indivíduos que conseguem viver isolados sem qualquer forma de contato com um grupo.

Outro sentimento intrínseco é o deslumbramento provocado pela multifuncionalidade e multioperacionalidade da tecnologia. A internet em seu primeiro momento – ou em sua versão 1.0 – trouxe aos seres humanos a possibilidade de viajar sem sair de casa, fazer compras em mercados estrangeiros, ler livros não mais feitos de papel, conhecer a fundo empresas que estão em países tão longínquos quanto se queira e também permitir se comunicar com pessoas além dos seus respectivos espaços geográficos.

A queda dos custos dos veículos tecnológicos (computadores), aliada à web rápida e barata, além de constantes programas de inclusão digital – financiamentos de computadores, pontos de acesso e cursos gratuitos – permitiram a popularização da internet. E conseqüente fascínio pela mesma. Se num primeiro momento pessoas utilizavam internet somente para acessar emails, fazer pesquisas ou visitar sites de empresas e fazer compras; agora, usam-na, também, para se comunicar maciçamente.

A web em sua versão 1.0, no que se refere à comunicação, trazia em si somente: a troca de emails, as salas de “chat” (bate-papo) e alguns fóruns de discussão. Com um toque de criatividade humana e já se transferindo para um modelo mais avançado de tecnologia, percebeu-se uma nova forma de comunicação. A internet chega à sua versão 2.0 permitindo que mais usuários somem-se aos fóruns de discussão já existentes, bem como criem novos fóruns, criem seus blogs e suas comunidades e reúnam-se em torno dos assuntos de suas preferências. No campo tecnológico, as diferentes formas de compartilhamento de músicas, vídeos, fotos e arquivos caracterizam este momento.

Agora, juntando todos esses elementos da web 2.0, chegamos às Redes Sociais. Vejam esses dados.

No Brasil, pelo menos metade da população já utilizou computador1, e ainda, 45% da população já acessou a Internet2. Desse total, 90% dos indivíduos utilizam a internet para se comunicar3 e desses, 58% acessam diariamente4 e 49% passam de 1 a 5horas conectados por semana5.As atividades desenvolvidas por essa população no que tange às Redes Sociais dividem-se da seguinte forma6:

  • 67% – participam de sites de relacionamento;
  • 12% – participam de lista de discussão e fóruns;
  • 15% – criam ou atualizam blogs e/ou sites de internet;
  • 70% – trocam mensagens instantâneas;
  • 79% – enviam e recebem emails;
  • 17% – trocam mensagens via softwares de videoconferência.

 Os números acima mostram que não é mais possível ignorar as Redes Sociais.

Se outrora tratadas com certo desdém como locais onde jovens agrupavam-se para discutir sobre bobagens, hoje em dia os assuntos já mudaram. Ainda restam as comunidades que discutem fuxicos de artistas de televisão, mas outras comunidades mais interessantes também despontam nessa nova internet.

Comunidades de tecnologia onde os membros ajudam-se mutuamente para extrair o máximo de seus gadgets (Iphones, Ipods, I-isso, I-aquilo…), comunidades de estudantes discutindo conteúdos de vestibulares, comunidades de blogs de produtos sendo avaliados por consumidores, blogs com informações com dicas de viagens e pontos turísticos relevantes e por aí vai.

Claro, muita bobagem e assuntos supérfluos ainda são discutidos e ainda gastamos horas nos chats e MSNs da vida. Oras, ninguém é de ferro! Mas o importante é que uma revolução nas comunicações aconteceu e está presente mudando cada vez mais a forma do mundo trocar informações.

Não há pra onde fugir!

Pensando bem, há sim: jogue seu computador pela janela e vire um indianista. 😉

Abraços.

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Dados conforme Pesquisa CETIC (www.cetic.br) realizada em 2009
1) http://www.cetic.br/usuarios/tic/2009-total-brasil/rel-comp-01.htm
2) http://www.cetic.br/usuarios/tic/2009-total-brasil/rel-int-01.htm
3) http://www.cetic.br/usuarios/tic/2009-total-brasil/rel-int-06.htm
4) http://www.cetic.br/usuarios/tic/2009-total-brasil/rel-comp-03.htm
5) http://www.cetic.br/usuarios/tic/2009-total-brasil/rel-int-05.htm
6) http://www.cetic.br/usuarios/tic/2009-total-brasil/rel-int-07.htm

27/04/2010 Posted by | Redes Sociais | , , , , , , | Deixe um comentário

Acerte a mão para inovar na Web 2.0

Receita para inovar em redes sociais não existe. Mas todos estão em busca do mesmo norte, ou melhor, da mesma resposta para a pergunta: como é possível ser diferente e único no meio de tamanha avalanche de plataformas de mídias sociais?

Para responder a esta questão, escutamos especialistas em inovação digital e constatamos: incluir a inovação da empresa nas mídias sociais, e não as mídias na inovação, é o melhor caminho para não errar. Isso significa ter primeiro a estratégia pronta e depois pensar como colocá-la nas redes.

O mundo ainda está começando a discutir como inovar e transformar esta tecnologia em resultado. O grande ponto das redes sociais é a troca de informações, o ponto de encontro e a conexão que a rede permite ter. Por outro lado, as empresas estão se deixando levar apenas pelo modismo e aderem as redes sem pensar no verdadeiro objetivo do negócio.

Há um case clássico da Goldcorp, centenária empresa de mineração de Ontário, Canadá, superou sua crise financeira com o projeto “Desafio Goldcorp”. Neste caso, a empresa abriu seus estudos geológicos ao público e concedeu um prêmio de US$ 575 mil para os melhores métodos e iniciativas de qualquer especialista que indicasse onde encontrar ouro nos 222 km2 de sua propriedade. O concurso rendeu a profusão de ouro e catapultou o desempenho de US$ 100 milhões para US$ 9 bilhões.

No Brasil podemos ainda destacar os casos da Dell, que começou a conversar com seus clientes e fãs em 2006 pela comunidade Direct2Dell (para usuários e fabricantes) e a Ford, que passou a direcionar uma estratégia social massivamente no Twitter. A NASA também inovou e criou um canal para que as pessoas possam seguir as imagens do robô no espaço, enquanto outras companhias também utilizam as redes para gerenciar crises, como é o caso do Walmart.

Além de ações de inovação com o mercado, as empresas também podem inovar internamente com seus colaboradores, seja por meio de uma ferramenta Wikipedia ou por outra forma de colaboração. “Uma das coisas mais críticas que as empresas fazem é bloquear as redes sociais para os colaboradores. O que precisa ser feito é usar a mídia a seu favor. Você pode contratar usando o Linkedin, usar um canal de vídeo para treinamento interno, o Twitter para governança, entre outras tantas opções’, relata Luli Radfaher, professor em Comunicação Digital da ECA-USP.

As chances de dar certo

Muitas empresas já deram tiros nos pés tentando inovar nas redes sociais. Com certeza você deve conhecer pelo menos um caso destes. Para Radfaher, da USP, o que o mundo corporativo precisa é entender o universo da Web 2.0, antes de se apropriar dele. “Usar bem as redes sociais é não mudar os fundamentos da comunicação. A empresa inteligente mantém o diálogo e tem sempre uma resposta para o cliente. Quando a empresa abre uma conta no Twitter, ela precisa ter algum serviço atrelado a ferramenta como, por exemplo, um aeroporto que pode prestar um serviço de trânsito para os passageiros. Ao invés de usar uma estratégia de guerrilha, as empresas precisam começar a tomar posse das mídias entendendo como elas funcionam, e não tentando comprar quem as usa”, enfatiza Radfaher.

Ainda na visão do professor Radfaher, para acertar a mão, a receita ainda é a mais velha do mundo: antes de falar, as empresas precisam escutar o que o cliente quer. “Isso é inovar. Os cases das empresas que mais inovaram mostram que elas tiraram o que não era útil em um produto e passaram a substituir por uma solução proposta pelo próprio usuário. Para isso, a empresa precisa ter e manter a transparência por meio de um canal que permita o diálogo”, salienta Radfaher.

Ter expertise na área em que atua e saber porque e onde a inovação deve começar é o começo para esta empreitada 2.0. Decidida esta primeira etapa, se o canal será o Orkut, Facebook, Twitter, Linkedin ou uma plataforma própria de rede social será um mero detalhe. Tenha foco no DNA da inovação e faça a Web 2.0 trabalhar a seu favor.

Os sete passos para trilhar o melhor caminho nas mídias sociais:

1- Primeiramente faça uma pesquisa: entre nas redes e veja o que estão falando de você. Procure saber qual é o seu poder de influencia nestas redes.

2- Use as redes a seu favor. Ao invés de bloquear o acesso aos funcionários.

3- Contrate usando o Linkedin.

4- Use um canal de vídeo para treinamento interno.

5- Use o Twitter para determinar a governança.

6- Analise o mercado, o ambiente e as ferramentas que você irá utilizar.

7- Descubra o que as pessoas querem da empresa.

 

Adaptado de: Katia Cecotosti, editora do HSM Online
25/02/2010

em: http://br.hsmglobal.com/notas/56508-acerte-mão-inovar-na-web-20?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_content=180310_redes_ant_4&utm_campaign=180310_redes_ant_4

25/03/2010 Posted by | Web 2.0 | , , , , , , , , | Deixe um comentário