O Mundo das Ideias Corporativas

Gestao, Marketing, Tecnologia, Web 2.0 e Redes Sociais

O ROI das MIDIAS SOCIAIS

Está circulando freneticamente na internet um infográfico a respeito de retorno sobre investimento nas redes sociais. Mas ali não se propõe uma metodologia ou algo assim –apenas comenta-se o que os executivos de marketing (CMOs) têm feito e dito – nos Estados Unidos, pelo que depreendi. Por essa razão, achei conveniente trazer para cá highlights do artigo da MIT Sloan Management Review que publicamos na HSM Management nº 85, que sugere, com base em estudos, uma metodologia de medição consistente. Os autores são Donna L. Hoffman, professora de marketing da University of California em Riverside, e Marek Fodor, cofundador da Atrapalo, agência de viagens líder de mercado na Espanha e que tem mandado muito bem em mídias sociais. Eles estudaram casos reais de empresas como Kellogg’s, Starbucks, Target etc. O que eles dizem basicamente é o seguinte:

Infográfico 1: Capacidade de Medir x Avaliação subjetiva da Eficácia

1) Os gestores devem focar as motivações dos consumidores para usar as mídias sociais, que são representadas por quatro “Cs” (consumo, criação, conexões, controle), para então medi-las. Ou seja, o cliente não apenas “consome” a campanha, mas também pode comentá-la (“criação”), compartilhá-la com seus amigos (“conexões”) e dar sua opinião, sem ser censurado (“controle”).

2) Os gestores devem buscar objetivos de longo prazo, como brand awareness, envolvimento dos clientes e propaganda boca a boca. Não devem ser avaliados aumento de vendas, redução de custos e pesquisa de mercado, que são metas de curto prazo.

3) Os gestores precisam usar uma matriz (esta aí em cima -clique para aproximar–, que cruza a capacidade objetiva de medir a eficácia e avaliação subjetiva da eficácia) para definir o melhor e o pior ROI. E, importante, devem fazê-lo de modo ininterrupto, como monitoramento constante, para ir acertando as coisas. As métricas que os autores propõem não são em dinheiro ou notas de 0 a 10 ou de E a A, mas cenários: “rua sem saída”, “medida e ajuste”, “repetir para ter sucesso”, “otimismo ingênuo”.

A explicação de cada quadrante e uma tabela que detalha as métricas por tipo de mídia aparecem depois do jump.

  • Quadrante “rua sem saída”. Nesse caso, o profissional de marketing tem uma capacidade limitada de medir seus esforços de mídia social e acredita que não estão funcionando. Os gestores se encontram neste quadrante em consequência de uma estratégia do tipo “jogue tudo na parede para ver o que gruda” e acabam fazendo mudanças o tempo todo, sem ter como medir o impacto de cada uma.

Como a mensuração é confusa e os esforços parecem fracassar, o gestor tem pouca ideia do que fazer. O resultado é bastante previsível: ele desistirá de suas ações em mídias sociais ou continuará com ajustes aleatórios sem base em dados objetivos. Esse quadrante é, como se disse, uma rua sem saída e ninguém quer estar nessa situação.

  • Quadrante “medida e ajuste”. Nesse caso, o profissional de marketing possui uma capacidade razoável de quantificar seus esforços em mídias sociais, mas, ainda assim, suas mensurações o têm levado a acreditar que eles não estão funcionando. Isso é bem diferente de estar numa situação de rua sem saída, pois, mesmo que o gestor não acredite que está sendo bem-sucedido, ao menos ele fazendo alguma tentativa de medir a eficácia de suas ações.

Uma vez que os componentes estão sendo mensurados, há provavelmente algumas pistas sobre o que está dando errado. Isso significa que o gestor pode avaliar e ajustar a estratégia de mídia social de acordo com suas conclusões. Se ele conseguir fazer isso benfeito, pode avançar para o quadrante “repetir para ter sucesso”.

  • Quadrante “repetir para ter sucesso”. Aqui o profissional de marketing tanto tem uma capacidade razoável de aferir os resultados de suas ações em mídias sociais como acredita que os esforços estão funcionando. Uma vez que os componentes estão sendo mensurados, ele pode repetir de forma consciente o processo para melhorá-lo ainda mais. Isso é difícil de fazer, mas, obviamente, vale o esforço.
  • Quadrante “otimismo ingênuo”. Nesse caso, o profissional de marketing possui uma capacidade limitada de medir suas ações. Mesmo assim, ele acredita que tudo está dando certo. Julgamos que a maior parte dos profissionais de marketing começa neste quadrante. Eles acham que vale a pena o esforço de investir nas mídias sociais, mas não têm certeza de qual a melhor forma de medir esses esforços.

Este quadrante pode ser uma armadilha, porque, embora seja uma posição razoável da qual partir, todo mundo quer avançar o mais rápido possível para não ficar preso aqui. São três as opções a seguir:

1. O gestor não muda nada e, assim, ele provavelmente cairá na rua sem saída. Isso, porque a falta de aferição levará, no final das contas, à deterioração da eficácia dos esforços ao longo do tempo, principalmente se os concorrentes forem capazes de se sair melhor.
2. O gestor simplesmente começa a medir as ações de mídia social, descobre que as coisas não estão funcionando tão bem quanto poderiam (passando para o quadrante de “medida e ajuste”) e, então, direciona seus esforços para o quadrante “repetir para o sucesso”.
3. O gestor começa medindo e descobre que as ações são bem-sucedidas, avançando diretamente para a repetição do sucesso a partir do otimismo ingênuo.

Em qualquer um dos dois últimos casos (desnecessário dizer que ambos preferíveis ao primeiro), a meta é fugir da mensuração confusa e ir na direção de métricas quantificáveis, em que o gestor pode ter domínio sobre o que está ou não funcionando e, assim, seguir o melhor caminho, que o levará aonde ele precisa chegar.

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por Adriana Sales Gomes, blogueira da HSM Online

Disponível em: http://bit.ly/oDp2bO

07/10/2011 Posted by | Redes Sociais | , , | Deixe um comentário

EXECUTIVOS ADEREM AS MIDIAS SOCIAIS

Pesquisa realizada pela HAYS Brasil mostra que a maioria dos candidatos utiliza mídias sociais

Um levantamento realizado pela HAYS, consultoria especializada em recrutar executivos de alta e média gerência, com 350 executivos brasileiros entre maio e julho de 2010, mostra que mais de 90% deles conhecem o termo “mídias sociais” e que 87% mantêm pelo menos uma conta ativa em algum serviço relacionado. Das redes sociais citadas, o LinkedIn aparece como líder na preferência dos candidatos da HAYS, com 65%, seguido de Orkut (52,5%), Facebook (47,5%) e Twitter (26,5%). Com relação à frequência de utilização, um em cada três pesquisados afirmou acessar o serviço diariamente, enquanto 29,5% disseram utilizar as redes sociais de uma a três vezes por semana, e apenas 12,1% dos entrevistados disseram se conectar entre três e seis vezes por semana.

A preferência dos profissionais pelo LinkedIn não chega a surpreender de acordo com Rodrigo Vianna, gerente da área de expertise Sales & Marketing da HAYS em São Paulo. “Diferentemente das demais redes sociais utilizadas para comunicação interpessoal, o LinkedIn é uma ferramenta de interação e networking”, afirma. Como as informações profissionais tendem a não se alterar na mesma velocidade que as demais comunicações, Vianna explica que a frequência de acesso às redes sociais por esse grupo de profissionais é menor, mas mais efetiva, se considerado o propósito profissional.

A sondagem da HAYS revelou ainda que quase 60% dos entrevistados recorrem às mídias sociais para identificar boas oportunidades profissionais e que 40% já aplicaram o uso para uma vaga divulgada em um destes canais. “Esse resultado sugere que o mercado de mídias sociais para fins profissionais está em ampla expansão, e que há grande potencial para a área de recrutamento no Brasil”, destaca Vianna. Mas o cenário não vai se transformar da noite para o dia. Segundo o executivo, as redes sociais acrescentam uma fonte importante de informações a respeito do candidato e podem dinamizar a aproximação. “Mas a contratação de executivos de média e alta gerência ainda depende muito do contato pessoal e do networking.”

Rodrigo Vianna chama a atenção para outro fator importante. Como a convergência das informações no meio social sugere um caminho sem volta, ele aconselha as pessoas a desvincular seus perfis profissionais dos pessoais, a pessoa física da jurídica. “As redes sociais, em particular os microblogs, são ótimas ferramentas para disseminar informações de forma rápida e pulverizada. Mas é imprescindível evitar que o universo pessoal se confunda com a atividade profissional, o que pode ser prejudicial à carreira.”

HSM Online
no endereço: http://bit.ly/czVGJI

05/10/2010 Posted by | Redes Sociais | , , | Deixe um comentário