O Mundo das Ideias Corporativas

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FACEBOOK PROPÕE SUA SEGUNDA ONDA REVOLUCIONÁRIA NA WEB

O Facebook é, definitivamente, um fenômeno da nossa Era digital. Recentemente duas notícias envolvendo a mais famosa rede social do mundo consolidaram-no como uma referência da nova internet. (A nova internet surge após o crash de 2000 da bolha especulatória do índice Nasdaq, que resultou na pulverização de várias empresas ponto-com, sendo o ponto de partida para uma nova safra de empresas digitais e uma nova estrutura – agora mais robusta – de internet surgirem).

 

O Facebook, de Mark Zuckerberg, propõe uma segunda revolução na web

A primeira notícia data do início de 2011 e envolve as ações do site Facebook.com, que após investimentos na ordem de 1,3bilhões de dólares do banco Goldman Sachs e da empresa russa de tecnologia russa Sky Technologies, conferiram à rede social valor de mercado de US$ 50 bilhões. Resultado coloca-o à frente de outros gigantes da internet: eBay, Yahoo e Time Warner.

Já a segunda notícia envolvendo o site de Mark Zuckerberg tem a ver com o lançamento do filme “A Rede Social” que conta a polêmica história de nascimento do Facebook. O filme do diretor David Fincher foi sucesso de público e crítica entre os especialistas norte-americanos e concorrerá à estatueta do Oscar em oito categorias. Inclusive já arrebatou o Globo de Ouro de melhor filme. Em sua estreia arrecadou US$ 23 milhões nos EUA.

A primeira revolução que o site propôs foi a de agrupar num só lugar mais de 400 milhões de pessoas ao redor do planeta. Até o presidente americano Barack Obama e a rainha Elizabeth II da Inglaterra têm seus perfis naquele site. O Facebook.com trouxe à luz da importância a expressão Mídia Social. Falar no assunto e não citar o Facebook, e agora o Twitter também, é demonstrar desconhecimento sobre o assunto.

Para se ter uma ideia da revolução causada pela rede social, hoje em dia há congressos de desenvolvedores de aplicativos para o Facebook. Já ouviu falar naquele jogo mundialmente conhecido, o Farmville (aquele da “fazendinha”)? E todos os demais (Mafia Wars, CafeWorld, PetVille, etc)? Pois é, todos os desenvolvedores desses aplicativos online se reunem em congressos e discutem novas possibilidades de negócio. Você já deve ter reparado que é possível comprar créditos virtuais para esses aplicativos com dinheiro real, não é? Ou seja, o Facebook também faz muita gente ganhar dinheiro.

A segunda revolução a que se propõe Mark Zuckerberg e seus desenvolvedores é incluir na mídia social um serviço de e-mail que integra outros tipos de serviços, como chat e SMS, centralizando as conversas em um único histórico e em um novo formato que deve estimular outros mercados devido a sua praticidade e diferencial.

 

Marca registrada do Facebook, o botão "Curtir"

O serviço de messaging da rede, que já movimenta 4bilhões de mensagens trocadas diariamente, prevê atender todos os usuários. O objetivo será o de dar ao usuário um endereço @facebook.com como um agregador de conteúdo independente do canal emissor (SMS, messaging interno ou e-mail), propondo ao usuário o agrupamento das mensagens em uma única conversação, dando, inclusive, suporte aos anexos. Algo semelhante ao que o Google tentou, sem sucesso, com o seu GoogleWave.

Segundo Leandro Kenski, CEO da Media Factory, as empresas terão como desafio realizaram campanhas de branding online dentro dessa nova estrutura que o Facebook propõe buscando aumento de visibilidade de suas marcas, criando canais de comunicação direto com os clientes, otimizando o relacionamento e aumentando o engajamento com as marcas.

Esse é mais um desafio para as empresas aproximarem suas marcas de seus consumidores e conquistarem mais espaço no mundo online.

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Leia a entrevista de Leandro Kenski para o portal HSM Online neste endereço: http://is.gd/FBe1BH

Veja números muito interessantes sobre o Facebook.com nos seguintes endereços: http://is.gd/4Ynlhn e http://is.gd/mh6E9M

Veja no site da IGN.com a estimativa de faturamento de alguns dos apps do Facebook.com: http://is.gd/gGdv2P

17/02/2011 Posted by | Redes Sociais | , , , , | 1 Comentário

O FACEBOOK VAI DOMINAR A WEB

Poucas pessoas estão acompanhando de perto a transformação que está por acontecer na Internet e nas redes sociais. Prova disso foi um evento que aconteceu recentemente em Palo Alto, na Califórnia. Batizado como F8, foi destinado à desenvolvedores e parceiros do Facebook. Para os privilegiados que puderam estar lá, o CEO do Facebook – Mark Zuckenberg, apresentou mais uma e, talvez, a grande novidade de sua empresa para os próximos anos: uma série de ferramentas que ajudarão o Facebook a dominar a Internet. A mensagem do evento foi simples: “queremos tornar o Facebook sinônimo da Web”. Sem dúvida, internautas do mundo inteiro serão impactados pelos resultados desta reunião.

Mark Zuckerberg

Não é novidade para ninguém o poder excepcional que essa rede social exerce em quase todos os países nos quais está presente. No Brasil, ele ainda está longe do líder Orkut, mas cresce a passos largos. Com quase 500 milhões de usuários cadastrados e um número ainda maior de usuários únicos a cada mês (isso é possível, pois boa parte das páginas podem ser vistas sem ser cadastrado no site), a liderança do Facebook entre as redes sociais é inquestionável e, recentemente, o site tornou-se o principal destino na Web nos Estados Unidos, superando o todo poderoso Google. Ainda mais imponente é a rapidez com que o Facebook está se espalhando nos celulares. Enquanto a rede social levou cinco anos para atingir 100 milhões de usuários na internet, o Facebook levou apenas três anos para atingir o mesmo número nos celulares.

Mas por que o Facebook é diferente?

Apesar dos números incríveis, o Facebook poderia ser mais um caso de site que obtém sucesso rápido para pouco depois cair no esquecimento. A Internet está cheia de casos como esses – Altavista, Lycos, Geocities são apenas alguns dos exemplos mais conhecidos de empresas que estiveram na liderança por algum tempo, mas não conseguiram se manter nesta posição. Com a concorrência feroz, mesmo os líderes invejáveis, como a Microsoft, não conseguiram grande sucesso (apesar do Messenger ter grandes audiências, a empresa perde cada vez mais dinheiro nesta área) e, Yahoo e AOL, que realmente lideraram por longos períodos estão claramente num caminho declinante.

O que torna o Facebook diferente da grande maioria das empresas é sua capacidade de enxergar à frente dos outros, definir a estratégia de forma brilhante e executar ainda mais efetivamente. Em outras palavras, o crescimento e a busca por patamares cada vez mais altos são resultados de uma visão estratégica fantástica e de execução a altura. Com exceção do Google, é difícil citar outra empresa que tenha acertado tantas vezes na definição de prioridades e tenha implementado essas prioridades de forma tão impecável.

Mark Zuckenberg, apesar de várias críticas (e processos judiciais) que pesam sobre si, sempre teve uma visão extremamente clara do seu objetivo: conectar pessoas da forma mais eficiente possível por meio  da Internet. Nada pode detê-lo – nem seus concorrentes, nem seus sócios (desde a fundação várias brigas e mudanças na sociedade ocorreram), e nem os costumes e normas vigentes (desde sua primeira “violação” de normas em Harvard, antes do lançamento do site, até seu descaso com as normas atuais de privacidade). Para o CEO do Facebook, o futuro é das redes e de um planeta sem privacidade.

Sheryl Sanderberg

Entre todas as tacadas de Zuckenberg, talvez a mais brilhante tenha sido seduzir para trabalhar com ele a executiva Sheryl Sandberg – que era na época vice-presidente de operações e vendas online do Google e havia sido chefe de gabinete do Ministro da Economia dos Estados Unidos. Sheryl é uma executiva única que reúne uma visão estratégica ímpar com uma execução impecável. Nos seus anos de Google, criou e implementou a estratégia de vendas para pequenas empresas no mundo inteiro – que no seu auge chegou a representar mais da metade da receita do grupo e um terço de funcionários. Sheryl trouxe, além de todo seu conhecimento do Google, um time de executivos que elevou o potencial do Facebook a um novo patamar.

O futuro chegou

O lançamento ocorrido em maio pode parecer um detalhe bastante simples para um usuário comum. Sua aplicação mais imediata, que já pode ser vista em sites como Yelp, IMDb ou CNN (inclusive no Terra, no Brasil) é uma caixa no canto da página que diz quais dos seus amigos gostaram daquela página ou notícia. Isso é feito através de um botão “Like” incluído nesses lugares. A atividade registrada com os cliques nesses botões será tratada como “feeds” no seu perfil e de seus amigos no Facebook. Além disso, você poderá receber sugestões baseadas no que seus amigos estão fazendo pela Web.

Para editores de conteúdo essa novidade é muito interessante. Ela torna muito facilmente qualquer site numa experiência social e personalizada. Não é interessante ver quais artigos da CNN meus amigos leram e gostaram? Além disso, essa vinculação com o Facebook deve gerar mais tráfego para aqueles sites que adotarem a novidade – qualquer conteúdo marcado como interessante por um usuário será apresentado para todos seus amigos – multiplique isso por 500 milhões! Mais um dos lançamentos do dia foi uma forma de categorizar conteúdos – seja uma página sobre um filme, uma música e até de um time de futebol – de forma que ao clicar no botão “Like” esse interesse será adicionado ao perfil do usuário no Facebook.

Em outras palavras, a partir de agora, todo conteúdo na Web pode e será social. Qualquer página com um simples texto torna-se automaticamente social e personalizada. E, com o alcance que o Facebook tem, seria um suicídio virtual um site não querer participar disso.

O que Mark e sua turma estão criando, efetivamente, com essas novidades é um sistema operacional da Web – em que tudo é definido e centralizado no Facebook. Logo, um usuário que não tiver uma conta nessa rede social terá uma experiência de navegação tão inferior quanto uma pessoa que comprava um computador que não tinha Windows. Com esses recursos, a empresa fica numa posição muito confortável para atropelar qualquer rede concorrente – a primeira vítima pode ser a rede social focada em localização, Foursquare – além de se posicionar muito fortemente no modelo de publicidade por comportamento (Behaviour Targeting) – vale notar que o Facebook já briga com o Yahoo! pela liderança do número de banners servidos nos Estados Unidos.

Em pouco tempo, teremos uma nova transformação tão representativa que irá transformar a forma como nos relacionamos com os amigos, compramos produtos e trocamos conhecimento. O Facebook estará, com certeza, à frente desta revolução.

A Internet tem um novo líder.

Roberto Grosman (Sócio da F.biz. Estudou no MIT e já trabalhou em empresas como Google e Amazon)

HSM Online
23/07/2010

07/08/2010 Posted by | Redes Sociais | , , , | 2 comentários

Acerte a mão para inovar na Web 2.0

Receita para inovar em redes sociais não existe. Mas todos estão em busca do mesmo norte, ou melhor, da mesma resposta para a pergunta: como é possível ser diferente e único no meio de tamanha avalanche de plataformas de mídias sociais?

Para responder a esta questão, escutamos especialistas em inovação digital e constatamos: incluir a inovação da empresa nas mídias sociais, e não as mídias na inovação, é o melhor caminho para não errar. Isso significa ter primeiro a estratégia pronta e depois pensar como colocá-la nas redes.

O mundo ainda está começando a discutir como inovar e transformar esta tecnologia em resultado. O grande ponto das redes sociais é a troca de informações, o ponto de encontro e a conexão que a rede permite ter. Por outro lado, as empresas estão se deixando levar apenas pelo modismo e aderem as redes sem pensar no verdadeiro objetivo do negócio.

Há um case clássico da Goldcorp, centenária empresa de mineração de Ontário, Canadá, superou sua crise financeira com o projeto “Desafio Goldcorp”. Neste caso, a empresa abriu seus estudos geológicos ao público e concedeu um prêmio de US$ 575 mil para os melhores métodos e iniciativas de qualquer especialista que indicasse onde encontrar ouro nos 222 km2 de sua propriedade. O concurso rendeu a profusão de ouro e catapultou o desempenho de US$ 100 milhões para US$ 9 bilhões.

No Brasil podemos ainda destacar os casos da Dell, que começou a conversar com seus clientes e fãs em 2006 pela comunidade Direct2Dell (para usuários e fabricantes) e a Ford, que passou a direcionar uma estratégia social massivamente no Twitter. A NASA também inovou e criou um canal para que as pessoas possam seguir as imagens do robô no espaço, enquanto outras companhias também utilizam as redes para gerenciar crises, como é o caso do Walmart.

Além de ações de inovação com o mercado, as empresas também podem inovar internamente com seus colaboradores, seja por meio de uma ferramenta Wikipedia ou por outra forma de colaboração. “Uma das coisas mais críticas que as empresas fazem é bloquear as redes sociais para os colaboradores. O que precisa ser feito é usar a mídia a seu favor. Você pode contratar usando o Linkedin, usar um canal de vídeo para treinamento interno, o Twitter para governança, entre outras tantas opções’, relata Luli Radfaher, professor em Comunicação Digital da ECA-USP.

As chances de dar certo

Muitas empresas já deram tiros nos pés tentando inovar nas redes sociais. Com certeza você deve conhecer pelo menos um caso destes. Para Radfaher, da USP, o que o mundo corporativo precisa é entender o universo da Web 2.0, antes de se apropriar dele. “Usar bem as redes sociais é não mudar os fundamentos da comunicação. A empresa inteligente mantém o diálogo e tem sempre uma resposta para o cliente. Quando a empresa abre uma conta no Twitter, ela precisa ter algum serviço atrelado a ferramenta como, por exemplo, um aeroporto que pode prestar um serviço de trânsito para os passageiros. Ao invés de usar uma estratégia de guerrilha, as empresas precisam começar a tomar posse das mídias entendendo como elas funcionam, e não tentando comprar quem as usa”, enfatiza Radfaher.

Ainda na visão do professor Radfaher, para acertar a mão, a receita ainda é a mais velha do mundo: antes de falar, as empresas precisam escutar o que o cliente quer. “Isso é inovar. Os cases das empresas que mais inovaram mostram que elas tiraram o que não era útil em um produto e passaram a substituir por uma solução proposta pelo próprio usuário. Para isso, a empresa precisa ter e manter a transparência por meio de um canal que permita o diálogo”, salienta Radfaher.

Ter expertise na área em que atua e saber porque e onde a inovação deve começar é o começo para esta empreitada 2.0. Decidida esta primeira etapa, se o canal será o Orkut, Facebook, Twitter, Linkedin ou uma plataforma própria de rede social será um mero detalhe. Tenha foco no DNA da inovação e faça a Web 2.0 trabalhar a seu favor.

Os sete passos para trilhar o melhor caminho nas mídias sociais:

1- Primeiramente faça uma pesquisa: entre nas redes e veja o que estão falando de você. Procure saber qual é o seu poder de influencia nestas redes.

2- Use as redes a seu favor. Ao invés de bloquear o acesso aos funcionários.

3- Contrate usando o Linkedin.

4- Use um canal de vídeo para treinamento interno.

5- Use o Twitter para determinar a governança.

6- Analise o mercado, o ambiente e as ferramentas que você irá utilizar.

7- Descubra o que as pessoas querem da empresa.

 

Adaptado de: Katia Cecotosti, editora do HSM Online
25/02/2010

em: http://br.hsmglobal.com/notas/56508-acerte-mão-inovar-na-web-20?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_content=180310_redes_ant_4&utm_campaign=180310_redes_ant_4

25/03/2010 Posted by | Web 2.0 | , , , , , , , , | Deixe um comentário