O Mundo das Ideias Corporativas

Gestao, Marketing, Tecnologia, Web 2.0 e Redes Sociais

CRIATIVIDADE E INOVAÇÃO NO NOVO CENARIO DAS TELECOMUNICAÇOES

Consultor faz uma reflexão sobre a tecnologia 4G, que será oferecida a partir de 2013. Confira!

Recentemente, a Anatel divulgou informações sobre o processo de venda da frequência 4G que, ao que tudo indica, será oferecido a partir do segundo trimestre de 2013. A nova frequência que aumentará a velocidade da navegação móvel de banda larga em cerca de 10 vezes, em relação à rede 3G, possibilitará a aceleração de transferências de dados, afetando de forma positiva serviços como mensagens instantâneas, TV móvel e vídeo-chamada.

tecnologia 4G

Se levarmos em conta que o consumidor de hoje não é mais apenas um cliente e sim um parceiro que pode gerar e vender conteúdo, veremos o quanto isso afeta também as operadoras que deverão passar de empresas de telecomunicações para empresas de comunicações reajustando inclusive sua infraestrutura para abrigar este novo modelo de negócio.

Nesse cenário, espera-se ainda que os operadores explorem soluções convergentes e que, em curto prazo, os consumidores sejam surpreendidos com novas e melhores propostas. Se boa parte do benefício aos usuários virá da redução de preços, será ainda mais relevante o valor da inovação que os provedores consigam introduzir na sua oferta de serviços, conquistando o tão sonhado “fator de diferenciação” que permitirá o sucesso de seus respectivos modelos de negócio.

Sem dúvida, outra questão relevante será a disponibilidade de acesso à telefonia e internet móvel para uma significativa parte da população que, principalmente por problemas de cobertura, estava impossibilitada de usufruir desses serviços. A pergunta que surge agora é como os consumidores, as empresas e as instituições reagirão diante deste novo padrão, no qual contarão com todas as ferramentas que lhes permitirão criar, empreender e desenvolver como nunca antes.

De acordo com o cronograma aprovado pela Anatel, o início da análise de licitação do edital, que possibilitará às operadoras de telefonia celular o acesso à faixa de frequência de 2,5 gigahertz (GHz) para oferecer a tecnologia 4G, deve começar no final de novembro. Em 2011 aguarda-se a realização da consulta pública para sugestões e por fim que sua publicação seja em setembro do mesmo ano.

No final de 2012, a previsão é que os tramites para autorização das empresas vencedoras esteja finalizado. É justamente aqui onde se abrem oportunidades de desenvolvimento, tanto para os próprios operadores como para novos atores, os quais por meio de soluções ou conteúdos poderão tirar vantagens desse novo mercado potencial.

Para concluir, os desafios que se apresentam atualmente na indústria são interessantes. Há que se esperar algum tempo para ver quem são os que estão administrando sua inovação de maneira coerente e conquistarão um vínculo estreito com os consumidores e suas necessidades futuras.

Marco Galaz (Diretor de telecomunicações da everis Brasil)

HSM Online
no endereço: http://bit.ly/9YGRP1

08/10/2010 Posted by | Tecnologia | , , , | Deixe um comentário

2010 o ano dos TABLETS

Até que surja algo realmente fora dos padrões até o fim do ano, o produto que deixará 2010 marcado na memória dos apaixonados por tecnologia será o tablet. Esse mais novo gadget que se acrescenta às mochilas dos geeks de plantão chega para disputar espaço com: laptops, celulares, smartphones, players de MP3, netbooks e a toda sorte de acessórios bluetooth que os geeks adoram exibir.

Tablet nada mais é do que a evolução super hi-tec da nossa boa e velha prancheta. Se antes era somente um pedaço de compensado – ou acrílico – com um clip bem grandão em uma extremidade para suportar papéis e permitir anotações sob uma superfície plana em qualquer lugar ou direção, hoje é um gadget que dispensa até mesmo a caneta.

Tudo começou no remoto ano de 1968 com as ideias de Alan Kay, um cientista da computação norte-americano. Seu projeto inicial era semelhante aos tablets que conhecemos, porém sua vontade era que fosse voltado para crianças. Com interface gráfica e programação orientada a objetos por conta das limitações tecnológicas da época, o produto não foi adiante. Porém sua idéia não fora esquecida.

Kindle 2, da Amazon

Em 19 e novembro de 2007 a Amazon, gigante online na venda de livros, lançou para o mundo o Kindle, um revolucionário leitor de e-books – os livros digitalizados. O sucesso fora tão estrondoso à época, que o leitor fora completamente vendido em cinco horas e meia. Permanecendo fora de estoque até abril do ano seguinte. As causas à que se propôs o Kindle eram mais do que nobres: eliminar o papel gasto com a impressão de livros e comercializar livros a preços de e-books (algo como dez vezes mais baratos que em versão impressa).

O Kindle em si já tinha um jeitão de tablet, mas suas funcionalidades eram poucas: leitor de livros, jornais e revistas e player de mídias digitais, somente. O gadget veio a ser substituído por seus sucessores, Kindle 2 e Kindle DX, com aumento do tempo de duração da bateria, internacionalização (antes só funcionava nos EUA) e tempo de refreshing de página e o acelerômetro, na versão DX, no qual as páginas mudavam do modo retrato para o landscape, bastando um giro de 90º no gadget.

Outros e-book readers também participaram do mercado, mas nenhum nunca fez tanto sucesso quanto o Kindle. A lista de concorrentes ao Kindle é grande, entre eles: eGriver IDEO – Condor Tech, Digital Reader – iRex Tech., Boox 60 – Onyx Int., PRS 900 – Sony, iPapyrus 6 – iPapyrus Inc., etc. Até mesmo a Barnes & Noble, famosa rede de livrarias americana, lançou seu reader o Nook.

Quando parecia que a Amazon navegava sozinha por este oceano azul, eis que a Apple de Steve Jobs anuncia, em 27 de janeiro de 2010, para o mundo seu Ipad. Depois do sucesso absolutamente inquestionável e estrondoso do Iphone, Steve Jobs punha o mundo novamente a seus pés.

Steve Jobs apresenta o Ipad

O novo tablet trazia consigo aquilo que o Kindle não fizera: a ausência de teclado, cores e interatividade. A tão inovadora tecnologia touch screen – sucesso absoluto do Iphone – fora utilizada novamente. Decretando de uma vez por todas que o touch screen será o ponto de partida para novos gadgets que venham a se aventurar no mercado.

A lista de funcionalidades do Ipad é extensatouch screen, acelerômetro, conexão wi-fi com a Internet 3G,player de mídias digitais, e-book reader, sensor de luminosidade, GPS, conexão bluetooth, armazenamento de dados (16, 32 e 64Gb) e entrada para cartões SIM (ufa!).

Ipad, da Apple

Sim é um produto para derrubar o mercado.

Em face do terremoto causado pelo Ipad, outros fabricantes também começaram a se mexer para conquistar sua fatia de mercado. Praticamente todas as empresas do setor de tecnologia anunciaram que lançariam seus tablets: HP, Google, Microsoft, Toshiba, Nokia, Dell, Fujitsu e Samsung.

Por enquanto, a maioria ainda é anúncio somente. De concreto mesmo, só o tablet da Toshiba virou realidade. Se bem que pelas fotos, ele parece mais um laptop com monitor rotativo, do que um tablet propriamente dito.

De todos que verifiquei fotos e informações, o mais interessante seria o Courier, da Microsoft. Sim, “seria”, no passado mesmo. Isso porque, ao que parece a Microsoft desistiu do projeto de concepção deste tipo de gadget. Talvez um erro, quem sabe. Um vídeo super interessante sobre o que seria um dos maiores concorrentes do Ipad está nesse blog.

Courier, da Microsoft

A Amazon, que não divulga a quantidade exata de Kindles vendida, afirma que o leitor de livro eletrônico já foi comprado por milhões de pessoas desde o seu lançamento há cerca de dois anos. O executivo-chefe da Amazon, Jeff Bezos, afirma que a cada dez livros físicos vendidos, ele vende seis títulos para o Kindle. Alguns analistas estimam que o Kindle já responde por 60% do mercado de e-reader, com o Sony Reader em um distante segundo lugar.

Segundo um dos blogs de Applemaníacos, ainda não há estimativas exatas sobre quantos Ipads já foram vendidos até o momento. Alguns se arriscam a dizer que quando do anúncio do gadget, foram feitas a encomenda de mais de 120mil unidades. Alguns analistas afirmam que esse número seja real, não traduz com boa precisão a quantidade vendida. Isto porque conta somente as unidades encomendadas pelo site da Apple, não contabilizando o total de vendas nas lojas físicas.

Há previsões que digam que até abril, é provável que a Apple já tenha vendido entre 1 e 2 milhões de unidades do produto. O certo mesmo é o seguinte: quando do anúncio do Ipad (em 27/01/2010) as ações da Apple estavam cotadas a Us$ 207,88; hoje, em 25/05/2010, estão cotadas em US$ 250,00. Ou seja, um aumento de 20% no valor das ações da empresa.

Por fim, a cada fatia de mercado que os tablets avançam, um outro produto vai perdendo espaço: os netbooks. Devido as multifuncionalidades dos tablets – e basicamente por já disporem da tecnologia de acesso à Internet – é bem provável que esses gadgets figurem como produtos substitutos ao netbooks. Parece que aquela uma das cinco forças de Porter salta-nos aos olhos, nessa singular batalha do mercado das empresas de tecnologia.

30/05/2010 Posted by | Tecnologia | , , , , , , , , | 9 comentários

O site METAMORFICO

Em uma recente série de artigos que escrevi, descrevi todos os passos e ferramentas que você poderia (e deveria) utilizar em seu futuro plano de Marketing na Web 2.0 (veja aqui o primeiro artigo da série). Um dos artigos falava sobre como deveria ser concebido um site com o conteúdo voltado aos seus consumidores. Bem, parece que agora temos uma nova espécie de ferramenta que promete revolucionar o relacionamento com seus clientes. Promete ainda, alavancar em até 20% o volume de vendas por e-commerce.

De uma forma geral há dois tipos de pessoas que acessam sites: as de perfil analítico e as de perfil holístico. As primeiras são mais criteriosas com as informações, gostam de detalhes e instruções. Já as segundas gostam de simplicidade, preferem imagens e são mais impulsivas.

O desafio está em ter um mesmo website que atenda customizadamente estes dois perfis antagônicos de persona.

Site com perfil "Analítico"

A nova tecnologia empregada em websites que entendam cognitivamente o perfil do usuário é denominada morphing. Até agora o morphing era aplicado a imagens e gráficos, mas a possibilidade de metamorfosear automaticamente também a estrutura geral de um site promete ser um divisor de águas.

Site com perfil "Holístico"

É o caminho da evolução para a Web 3.0! (leia mais neste artigo)

A nova tecnologia propõe que os websites se adaptem ao perfil do internauta em tempo real. Se o perfil do cliente assim o desejar, ao entrar numa determinada página, informações técnicas sobre os produtos, avaliações de outros consumidores (ratings), opiniões deixadas, conteúdos customizados, detalhes de experimentações, vídeos ilustrativos, por exemplo, podem ou não estar disponibilizados na página.

Para se determinar o perfil do consumidor, o website necessita de estar desenvolvido com um sistema de aprendizagem Bayesiano. A inferência bayesiana é um tipo de inferência estatística que descreve as incertezas sobre quantidades invisíveis de forma probabilística. Tais incertezas são modificadas periodicamente após observações de novos dados ou resultados, ou se você preferir, novos cliques.

Combina-se a esse sistema Bayesiano outro sistema denominado Cadeia Markoviana. Também chamada de memória markoviana, que nos diz que estados anteriores são irrelevantes para a predição dos estados seguintes, desde que o estado atual seja conhecido.

Assim, combinando os dois métodos, Bayesiano e Markoviano, você consegue uma boa definição do perfil do consumidor.

Meio complexo, né? Também acho.

O fato é que sites assim já se encontram em atividade. A empresa BT Group (do grupo inglês British Telecom), por exemplo, operadora inglesa de banda larga de internet, já utiliza o sistema morphing.

Estudos preliminares apontam que as vendas de planos de internet banda larga, para a empresa, aumentaram em 21%. Os estudos do MIT apontam que quando o método cognitivo é observável, a intenção de consumo inferida aumenta em 20% nos consumidores.

O uso de sites metamórficos ainda não ocorre em grande escala, encontra-se em escala experimental. Os resultados são animadores, vide o exemplo da operadora BT Group.

O que se podemos tirar a partir desse novo passo tecnológico é que estamos avançando rumo a um novo modelo de internet. Um modelo em que a internet entenderá aquilo que realmente queremos dela. E, ao que tudo indica, aquelas cenas dos filmes de Ficção Científica, em que pessoas conversam com computadores, não será mais ficção, será real.

Abraços!

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Mais informações sobre a teoria em torno dos Sites Metamórficos, confira neste estudo do MIT:
http://www.mit.edu/~hauser/Papers/Hauser_Urban_Liberali_Braun_Website_Morphing_May_2008.pdf

30/04/2010 Posted by | Tecnologia | , , , , , | 2 comentários

Energia Solar em Alta

Diretora de Tecnologias Solares na GE”s Global Research Center, fala sobre um tipo de energia solar que se tornará em breve uma fonte de energia importante para as empresas

O debate em curso é se energia solar fotovoltaica (PV) sairá de sua posição de nicho dentro do setor energético para se tornar uma parte maior dentro do nosso portfolio de geração de energia. Uma vez que a energia solar fotovoltaica está em desenvolvimento há 60 anos, você poderia facilmente presumir que levará outros 60 anos antes que esta se torne uma fonte de energia importante. Mas este futuro pode chegar mais cedo do que muitos imaginam.
 
Neste momento os custos de PV são mais elevados do que outras soluções atuais – incluindo outras fontes renováveis. Mas as tendências globais e os progressos recentes na indústria de PV revelam que tal energia está pronta para um crescimento maior. Uma maior concorrência na indústria solar está acelerando o ritmo do desenvolvimento tecnológico, superando os gargalos e reduzindo custos. E como a capacidade instalada vem aumentando, a indústria solar está aprendendo rápido.
 
Para colocar isto em perspectiva de progresso, os custos por módulo PV são 10 vezes mais baratos do que há 30 anos. Ainda mais impressionante é a redução de mais de 30 % nos custos de instalação de sistemas fotovoltaicos nos Estados Unidos e reduções ainda maiores na Alemanha, onde a concorrência se tornou mais acirrada nos últimos dez anos.
 
Apesar da crise financeira, o interesse dos investidores na tecnologia solar continua forte. A energia solar PV manteve a distinção de ser aquela que mais canalizou capital de risco e fundos de “private equity” quando comparada a qualquer outra tecnologia do planeta entre os anos de 2006 e 2008.
 
Estes e outros investimentos geraram avanços como filmes finos de módulos PV mais baratos e eficientes, e micro conversores que permitem completos sistemas modulares escaláveis de telhados que são mais seguros e com comunicação embutida. Empresas como a GE e outras estão trabalhando para resolver os desafios de integração de colocar grandes quantidades de recursos variáveis dentro da rede elétrica por meio de controles e comunicações avançados, assim como se atentam a importantes questões de armazenamento.
 
O aperfeiçoamento e padronização da tecnologia futura criarão novas eficiências em design e sistema de instalação de módulos solares, tornando esta fonte de energia limpa ainda mais economicamente viável.
 
Nos Estados Unidos, as Renewable Portfolio Standards (RPS – Normas de Portfolio Renováveis) já estão em vigor em mais de 30 estados, novos programas financeiros e incentivos como medição de líquidos e Property Assessed Clean Energy  (PACE) (Propriedades Avaliadas em Energia Limpa) – que fincancia programas para proprietários – estão emergindo de forma a tornar a energia solar acessível e mais atraente economicamente.
 
Uma tendência que poderia desequilibrar nossas expectativas quanto às necessidades de geração de energia é a eletrificação dos veículos. Uma mudança gradual para carros elétricos nos Estados Unidos (10 % em 2020) criaria uma nova fonte de demanda distribuída. Mesmo o aumento da geração de energia baseada em gás permitirá uma maior penetração de energias renováveis, já que esta é mais flexível que a carga base fornecida pelo carvão atualmente.
 
Sistemas PV oferecem uma alternativa diferente aos combustíveis fósseis e às tecnologias de energia renovável. Eles convertem a energia do sol diretamente em eletricidade, sem peças móveis, e utilizando materiais de baixo custo que são robustos e não produzem emissões. Tal sistema é onipresente, acessível e oferece soluções em ambos os ambientes rurais e urbanos. Estes fatos vão continuar a impulsionar o crescimento da energia solar PV no setor de energia.

O futuro da energia solar não deve ser subestimado.

Danielle Merfeld (Diretora de Tecnologias Solares na GE”s Global Research Center).

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Para ler o artigo completo no Portal HSM Online, clique aqui

28/04/2010 Posted by | Tecnologia | , , , , , | Deixe um comentário

AS WEBS – PRESENTE, PASSADO E FUTURO

A rede web é algo que sempre me fascinou. Aproxima-nos de quem está longe (nem sempre tão longe assim) através dos “messengers” e sites de relacionamento, preenche nossas horas de ócio melhor do que qualquer canal de TV por assinatura e possibilita expressarmo-nos e sermos ouvidos. Em alguns casos, daqueles que aparecem em programas sentimentais de televisão, unem parentes separados, promove o reencontro de pais e filhos, gera casamentos à distancia.

Em resumo: une pessoas e oferece entretenimento. Das mais diversas formas. Seja para comunicação, debate de idéias, troca de arquivos, pirataria de filmes e músicas, relações comerciais de vendas de produtos e serviços on-line. As possibilidades em web são infinitas. Sempre surge algo novo e interessante.
E acho que é por isso que ela me fascina tanto: sua capacidade de mutação e renovação. Já escrevi noutro artigo sobre as Empresas 2.0 que operavam suas atividades na web 2.0. Discursei algumas palavras sobre essa “nova” web.

Lendo em revistas e navegando por sites, descobri que a web 2.0 é a que utilizamos atualmente, mas já há outras formas, ou fases, de web em “fase de concepção”. Vamos a um rápido resumo do passado, presente e futuro da web:

web 1.0

Web 1.0 a internet básica: limitada, usada basicamente para publicar documentos e realizar transações. Com elas, as grandes empresas inauguram suas estratégias de comunicação e vendas de produto on-line. Nasciam os sites com divulgações de informações corporativas e desenvolvimento de planos de marketing e vendas que incorporavam a web como ligação com os clientes.

web 2.0

Web 2.0 a rede social, da colaboração: Surgem aqui os sites de relacionamento e o agrupamento de usuários em comunidades. Estamos nesse “estágio” atualmente. Empresas desenvolvem estratégias de co-criação com demais usuárias. Youtube e Wikipédia são ícones deste momento. O cliente agora tem vez e é ouvido. Sua voz tem o “peso” de uma comunidade inteira.

web 3.0

Web 3.0 a rede semântica: entramos no futuro, a web que vai interpretar nossos pensamentos. A qualidade da informação é mais rica. Linguagens mais potentes, redes neurais e algoritmos genéticos são o mote. Você digita “último filme de Tom Cruise” e a web te leva até o filme e não a milhares de sites que tenham as palavras: “último”, “filme”, “Tom Cruise”.

web 4.0

Web 4.0 a rede móvel: é a proliferação da comunicação sem fio (wireless). Em qualquer hora, em qualquer lugar do mundo físico. Integração em tempo real. Um exemplo, o GPS, guiará o usuário por um caminho mais econômico ou de menos tráfego; em algum tempo, tirará o trabalho do motorista de dirigir.

web 5.0

Web 5.0 a rede sensorial-emotiva: a idéia aqui é trazer sentimento às nossas interações com a rede. Ela interpretará nossas emoções. Ao determinar nossas emoções, somando-se às tecnologias e conhecimentos deixados pelas antecessoras, ao saber que estamos “tristes”, por exemplo, a web nos apontará os melhores lugares com pessoas mais divertidas para nos animar. A web 5.0 será, sem dúvida, mais “afável” que as anteriores; e a mais manipuladora também.

22/10/2009 Posted by | Tecnologia | , , , | Deixe um comentário

AS NOVAS TECNOLOGIAS NA GESTÃO DE SAÚDE

Como novas tecnologias de BI podem auxiliar operadoras de saúde na gestão de planos de saúde e racionalização de custos

Vivendo nos dias atuais não podemos negar a importância fundamental que a tecnologia exerce sobre nós. Causa-nos desconforto ficar um dia inteiro sem navegar na internet, mesmo que seja para uma rápida consulta em nossos emails. Há mais telefones móveis que brasileiros no país. As notícias, outrora em papéis, já estão, quase que exclusivamente, em versões on-line. Robôs japoneses já caminham, dançam e expressam emoções. Música agora é em versão MP3. O PC e o laptop são quase uma extensão de nós mesmos. Hoje só se fala em tecnologia, web, empresas, idéias, marketing… versão 2.0.

A tecnologia está aí, não podemos ignorá-la. Estamos na era da Informação. E precisamos de ambas.

Associando tecnologia e informação, o homem só tem a ganhar. Com a tecnologia ele tem o meio para articular, criar, disseminar, tornar acessível e promover informação com rapidez e qualidade, no lugar e da forma que ele pretenda. E mais: ele consegue que a informação trabalhe em seu benefício, extraindo dela o máximo que puder e necessitar.

Há, na saúde pública, métodos de captação e controle de dados, tais como: Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), nascidos vivos (SINASC), sobre serviços e atendimentos ambulatoriais (SIA) e de internações hospitalares (SIH). Tais informações permitem, em certos níveis, conhecer a situação e tomar decisões. Na outra extremidade, as informações que se dispõe na saúde suplementar são menos ricas; apenas dados relativos à produção de serviços ambulatoriais e hospitalares prestados pela rede credenciada das operadoras. Embora importantes, apresentam séria limitação à medida que não refletem a situação real dos beneficiários. Os gestores, muitas vezes, atuam sem suporte às decisões, impedindo ações mais efetivas.

COMO CHEGAR LÁ?

Há de se pensar em ferramentas que permitam às operadoras conhecerem a saúde de seus beneficiários, assim como análise/estudos quanto aos custos com execução de procedimentos. Questionários epidemiológicos mais completos que os atuais para a construção de indicadores associados à saúde e não apenas às doenças, também sobre os fatores de risco e os determinantes sociais do processo de saúde/doença, são exemplos de ferramentas. Estudos e análises com o devido rigor científico dos desfechos clínicos decorrentes das coberturas previstas na legislação, tornando questionáveis os estudos econômicos que envolvam métodos mais complexos, racionalizariam os gastos.

Claro, investimentos financeiros são necessários para aplicação e execução dessas ferramentas e estudos. Porém, acreditamos que há de se colher benefícios permanentes com as mesmas. Direcionando recursos para a prevenção, atinge-se o problema na raiz e chega-se aos clientes mais necessitados. Os resultados permitiriam a formulação e avaliação de políticas de benefícios das operadoras. Evitar-se-ia o temível problema de desperdícios de remediação ao fim da cadeia.

QUAIS FERRAMENTAS?

bi.jpgTemos, hoje, na área de TI, os softwares de Inteligência de Negócio – as ferramentas de Business Inteligence, ou, BI – que possibilitam a extração de dados de diversas fontes. A partir de bancos de dados informacionais (Data Warehouses – DW, Data Marts – DM) com graus maiores (DWs) ou menores (DMs) de complexidade, extraem-se informações para análises de acordo com as necessidades outrora aqui expostas. Através do comportamento de determinadas variáveis no tempo, descobrem-se tendências ou padrões, e, com isso, transformam-se os dados em informação estratégica.

Tais bancos de dados nada mais são do que os locais onde as operadoras mantêm as informações cadastrais de seus usuários, solicitações e autorizações de senhas, atendimentos, internamentos e credenciamentos, por exemplo, armazenados no mesmo lugar, de forma integrada. Aplica-se sobre tais bancos de dados um processo chamado Data Mining (do inglês, “mineirar” dados), que visa buscar em meio a um montante colossal de registros (um DW ou DM), informações úteis e invisíveis que passariam despercebidas, se analisadas por olhos humanos.

Tais ferramentas possibilitariam eventual evasão de benefícios, identificação de fraudes ou uso indevido, e ainda detalhamento da utilização do plano. A partir do cruzamento dos dados comparativos e da elaboração de relatórios gerenciais dinâmicos que permitam execução de medidas no tempo certo, se evita desperdícios ou gastos não previstos.

Alguns exemplos de lugares que utilizam ferramentas de BI:

×          Universidade Católica de Pelotas (RS) – busca de informações e padrões implícitos em prontuários, laudos, formulários de internações, entrevistas

×          Hospital da Flórida – Miami: através do sistema foi indicado, para cada doença o tratamento que apresentou o maior sucesso, padronizando-os.

×          Indústria Farmacêutica (Merck-Medco): utilizou Data Mining através do método de associação, para descobrir vínculos entre as enfermidades e os tratamentos realizados e definir remédios mais efetivos para cada paciente, reduzindo o custo de cada tratamento.

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Baseado em: Neto, João Paulo dos R., “Sistemas de Informação na Auditoria em Saúde” [2008]

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14/10/2009 Posted by | Tecnologia | , , , , , | Deixe um comentário