O Mundo das Ideias Corporativas

Gestao, Marketing, Tecnologia, Web 2.0 e Redes Sociais

2011: O DESAFIO DA COCRIAÇÃO PARA O MARKETING

Diante do aumento do poder de expressão dos consumidores, que é multiplicado de forma exponencial para o mundo inteiro pelas redes sociais e internet, o marketing se vê num momento de análise sobre o modelo de criação de valor.  O ambiente online proporciona aos clientes mais informações, que os ajudam a construir suas decisões.

Nem sempre estes dados são institucionais ou estão sobre o controle da companhia. Assim, o poder de decisão acaba sendo impactado pelo famoso “boca a boca virtual”. Esta troca de informações permite que as pessoas não opinem somente sobre os produtos existentes, mas aquilo que querem ou buscam.

Para Venkat Ramaswamy, acadêmico da área de marketing da Ross School of Business da Universidade de Michigan, nesse contexto de ativismo dos consumidores, há uma grande variedade de opiniões espontâneas sobre a empresa, seus produtos e seu impacto sobre a sociedade.

“Os consumidores buscam exercer sua influência em cada parte do sistema da empresa. Munido de novas ferramentas e insatisfeitos com as escolhas disponíveis, querem interagir com as empresas e cocriar valor”, avalia.

Entretanto, a cocriação não significa que o seu marketing é ineficiente e não consegue atender ao público, por isso, você precisa criar junto com eles. Para o acadêmico, trata-se de uma mudança cultural das pessoas, que não querem ser ouvidas apenas em pesquisas pontuais.

O consumidor já está em nível, em que ele tem uma visão global sobre as empresas, produtos, tecnologias, desempenhos, preços e sobre o próprio comportamento do consumidor.  “As empresas já não podem agir autonomamente”, completa Ramaswamy.

Na obra “O Futuro da Competição”, de Ramaswamy e Prahalad, o caso da Nike é apresentado como uma aplicação do conceito de cocriação.

A empresa criou, durante a copa de 2006, o site de rede social Joga.com, no qual as pessoas podiam submeter suas habilidades no futebol, por meio de vídeos, à avaliação da comunidade que, mensalmente, escolhia o melhor. Mais de um milhão de pessoas participavam e a Nike começou, assim, a aprender com os seus consumidores.

Rede Social da Nike: Joga.com

Criou também outras iniciativas, como a plataforma NikePlus, em colaboração com a Apple. Reunia um iPod que pode ser acoplado aos tênis e a participação nas comunidades iTunes e Nike, capitalizando em cima da ligação entre corrida e música, duas paixões para muitos.

A Nike aplicou os princípios da cocriação de valor propostos por Prahalad e Ramaswamy ao propiciar diálogos de alta qualidade entre indivíduos (os corredores e experts), grupos (equipes de atletas) e empresas (Nike e Apple), e ao prover acesso às pessoas e às empresas por meio do iPod Nano/Sport Kit e pelo site da NikePlus.

A Nike conseguiu gerar e refinar ideias rapidamente, acumular conhecimento sobre os desejos dos clientes e sobre como eles querem participar. Passou a acessar a criatividade coletiva de sua base de consumidores. “Conforme ela se relaciona com sua comunidade de clientes, pode construir sua marca de maneira única”, diz o acadêmico. Com esta ação, a fabricante norte americana de tênis conseguiu aumentar seu market share em 10%.

O DESAFIO PARA 2011

Se a sua empresa planeja começar o ano de forma inovadora e tentar colocar os valores da cocriação em prática, a tarefa não é tão simples assim.  De acordo com Ramaswamy, tudo começa dentro da organização e exige uma nova atitude por parte de seus dirigentes, porque a tarefa é realmente complexa.

“Tornar-se uma organização de cocriação de valor significa mudar a natureza do envolvimento e dos relacionamentos entre a administração e seus funcionários, e entre eles e os cocriadores de valor: clientes, acionistas, sócios ou outros funcionários”, explica Ramaswamy em artigo publicado pela revista Strategy & Leadership.

O consultor de cocriação Francis Gouillart acredita que mudar o processo de concepção do produto para cocriação traz para as organizações uma nova dinâmica. “Na melhor das hipóteses, as companhias vão controlar apenas metade da experiência do consumidor”, alerta.

O papel dessas corporações passa a ser, portanto, o de tentar não congelar, enrijecer a experiência dos clientes. “É deixar que cada um desenhe e altere sua experiência conforme seu desejo”, resume Gouillart, para quem, na cocriação, procura-se criar uma dupla vantagem, que atinge o cliente e a organização, reduzindo custos e riscos e aumentando a intensidade da experiência.

Para Gouillart, “a cocriação desafia o marketing num nível fundamental, pois o tradicional processo de segmentação e definição de target não funciona mais. A chave agora é atrair as pessoas para nosso mundo e promover o engajamento de umas com as outras e com a própria marca”.

camiseteria.comEmbora tenha nascido com a proposta de alterar o processo de marketing, o conceito de cocriação pode atingir também a fase do design. Exemplo disto é a empresa brasileira Camiseteria.

“A empresa possibilita que os clientes mandem suas estampas para votação por parte dos demais clientes. Caso seja aprovado, o design é colocado no catálogo e as pessoas podem ver sua própria estampa à venda. São os clientes participando da cadeia de valor”, resume o consultor.

O grande ganho da cocriação é, portanto, a desmistificação da certeza de que a segmentação é aliada do marketing. “Na cocriação são criadas formas de engajar as pessoas e agregar valor á sua experiência enquanto clientes da minha marca”, define Gouillart.

 

Referências Bibliográficas:

PRAHALAD, C.K. e RAMASWAMY, V. The Future of Competition: co-creating unique value with customers. Boston: Harvard Business School Publishing, 2004.

RAMASWAMY, V. “Co-creating value through customers’ experiences: the Nike case”. Strategy & Leadership, vol. 36, 2008. Emerald Group Publishing Limited. Disponível online.

“Leading the transformation to co-creation of value”. Strategy & Leadership, vol. 37, 2009. Emerald Group Publishing Limited. Disponível online.

HSM Online
disponível em: http://is.gd/bMwWjv

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29/01/2011 Posted by | Marketing | , , , , , , , | Deixe um comentário

MARKETING VIRAL

A expressão “marketing viral” foi inventada para descrever a pratica da Hotmail.com de incluir anúncios seus nas mensagens de e-mail enviadas por seus usuários. A ideia é a de que se um anúncio atingir um usuário suscetível, essa pessoa será “infectada” (isto é, se tornará cliente ou divulgadora), podendo então infectar outros usuários suscetíveis. Já que em média cada usuário infectado entra em contato com mais de um usuário suscetível, o número de usuários “infectados” aumenta rapidamente. Hotmail

A Hotmail.com foi desenvolvida por um indiano, Sabeer Bhatia e seu amigo Jack Smith. Em dezembro de 1995, tiveram a ideia de lançar um serviço de E-mail que fosse visto de qualquer lugar no mundo. Queriam montar um sistema de e-mail de livre acesso baseado na Web. A Microsoft comprou o serviço de e-mails em 1997, 400 milhões de dólares.

Ao final de cada mensagem grátis o Hotmail.com exibia um anuncio. As pessoas então mandam mensagens para sua própria rede de amigos e colegas, que veem o anuncio e contratam seu serviço próprio de e-mails grátis. Isso mantém o ciclo, criando um círculo de contatos cada vez maior, como uma pedrinha provocando ondulações em um lago.

A ideia na prática:

O marketing viral tem vários elementos fundamentais:

  • Dê produtos ou serviços valiosos. A maioria dos programas de marketing viral dá produtos ou serviço valiosos para chamar atenção. Quem pratica o marketing viral pode não lucrar imediatamente, mas saque que se conseguir gerar interesse a partir de algo “grátis”, o lucro logo virá;
  • Garanta facilidade de transferência ou transmissão a outros. Os vírus só se espalham quando são fáceis de transmitir. O meio que leva sua mensagem de marketing precisa ser transferido e replicado facilmente: por exemplo, e-mail, site na internet ou programas que podem ser baixados; o marketing viral funciona na internet porque a comunicação instantânea é fácil e barata;
  • Garantia e simplicidade. As mensagens de marketing sempre funcionam melhor quando são simples e atraentes. As mensagens de marketing viral precisam ser simples o bastante para serem transmitidas com facilidade e sem confusão;
  • Explore as motivações das pessoas. Companhas inteligentes de marketing viral reconhecem que as pessoas querem ser conectadas, legais, populares, ou compreendidas. Consequentemente, as pessoas produzem blogs e repassam e-mail e endereços de rede. Portanto, conceba uma estratégia de marketing baseada em motivações e comportamentos comuns para que seja retransmitida;
  • Use as redes existentes. As pessoas são sociais, e quem faz marketing em rede há muito compreendeu o poder das redes humanas, tanto as fortes redes unidas quanto as relações mais frágeis. Use essas redes para transmitir sua mensagem;
  • Use os recursos dos outros. Planos criativos de marketing viral usam os recursos das outras pessoas para se comunicar. Por exemplo: programas de filiação colocam textos ou links gráficos em sites, enquanto autores oferecem textos de graça ou criam links para a internet.

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Texto do livro “100 ideias que podem revolucionar seus negócios” de Jeremy Kourdi

02/10/2010 Posted by | Marketing | , , , | Deixe um comentário

CONHECIMENTO EM FINANÇAS É O DIFERENCIAL NO MARKETING

Hoje não basta o profissional apenas realizar uma bela campanha, é preciso saber interpretar os resultados financeiros

Não é segredo para ninguém que há muito tempo os números assustam profissionais de várias áreas. Como diz o ditado popular, os números não mentem. Em inglês a expressão que se usa na construção das estratégias nas empresas multinacionais, “You only get what you measure”, deixa claro que um objetivo que não pode ser mensurado, não será atingido. Diferente de áreas como, por exemplo, Direito e Comunicação, que não são ciências exatas, a matemática sempre tem como ser conferida e os resultados constatados.

Sendo assim, a promoção do produto, que é um dos 4 P´s de marketing, por vezes confundida com o marketing por si só, acaba sendo o foco desta área. Por conta deste equívoco, o profissional de marketing cria um distanciamento das análises financeiras, comprometendo os negócios. Esta visão acarreta, ainda, um grande número de erros estratégicos, pois se trata de decisões que não refletem resultados financeiros positivos. Hoje em dia, a empresa voltada para o mercado exige dos profissionais plena capacidade para tomar decisões com base nos números.

O profissional de marketing deve saber, no mínimo, interpretar os resultados financeiros. Já se sabe que de nada adianta uma bela campanha ou uma inovadora embalagem se o resultado financeiro não for favorável. Sendo assim, dominar os números e ter habilidade analítica financeira se tornou uma obrigação para quem quer atuar em marketing. Quem tem habilidade com números, em geral, consegue se virar nas áreas que envolvem ações ao consumidor. O contrário, ou seja, quem só navega bem nestas áreas, e não se relaciona bem com finanças, pode ficar para trás e perder na competição para os profissionais dos números.

Não por coincidência se vê cada vez mais o especialista da área financeira ser içado a cargos de CEO de grandes empresas, deixando para aqueles que atuam em marketing, caminhar à margem das decisões estratégicas. Talvez este seja um dos motivos que levam os dois departamentos, finanças e marketing, a criar uma rixa interna nada velada. É rara uma reunião onde não haja fricção entre as duas áreas. Como resultado, uma aponta os problemas da outra, gerando ação defensiva quando números negativos são apresentados.

Por outro lado, também não é raro o profissional de finanças ser visto como alguém que tem como foco descobrir problemas. Em geral, tende a indicar que são derivados de estratégias lideradas pelo departamento de marketing. Para piorar o quadro, também se constata nas empresas uma briga séria entre as áreas de Marketing, Finanças e Vendas, que são pilares de uma organização. A empresa sempre sai prejudicada, pois uma briga destas pode destruir uma empresa.

Desta forma, uma das maneiras para diminuir este estresse entre as equipes, é dotar cada uma delas de capacidade e interesse pelas análises financeiras. Ainda assim, entenda-se aqui que ser analítico não é suficiente já que é necessário conhecer os conceitos financeiros, o que requer estudo e talento.

Aliás, querer sucesso na área de Marketing sem gostar de estudar é praticamente impossível. Sem contar que parte do trabalho desse departamento é buscar formas de mensuração para a projeção do valor da marca, retorno sobre campanhas, definição da vantagem competitiva, redução de custos e maximização dos lucros. Sendo assim, dominar finanças é fundamental para o profissional que deseja evoluir em marketing, pois até na construção da carreira, só se consegue atingir o que se pode mensurar.

Amalia Sina

(Presidente da Sina Cosméticos. É autora dos livros “Mulher e Trabalho” e “Marketing Global – Soluções Estratégicas para o Mercado Brasileiro”. Foi presidente da Philip Morris do Brasil, da Walita do Brasil e vice-presidente da Philips para a América Latina. Possui MBA em Marketing pela FEA/USP e Pós-graduada em Gestão pelo Triton College, Chicago)

Fonte: Mundo do Marketing (www.mundodomarketing.com.br)

HSM OnLine

11/08/2010

26/08/2010 Posted by | Marketing | , , | 2 comentários

CRIANDO UMA MARCA

A criação de uma marca poderosa e respeitada é a chave para aumentar a participação no mercado e o valor da empresa.  Marcas são recursos intangíveis fundamentais que precisam ser desenvolvidos e mantidos cuidadosamente. Entre suas características estão reputação, lealdade e critério por parte dos consumidores.Rolls-Royce logo

Uma marca é um design, nome ou identidade dado a um produto ou serviço para diferenciá-lo dos concorrentes. Os consumidores sabem que podem esperar certos valores associados a marcas. Os carros Rolls-Royce, por exemplo, são associados a qualidade,  confiabilidade e prestígio,  enquanto o Wall-Mart construiu uma reputação de conveniência domestica e preços baixos.

Marcas são patrimônios complexos. Um dos modos de administrar as marcas é vê-las como tendo “personalidades”. Esse conceito destaca seu poder. A Rolls-Royce tem um status quase mítico: um sinônimo para padrões de engenharia que há muito foram atingidos ou superados por outros.  As vantagens de marcas de confiança são claras:

  • Preço. Uma marca estabelecida e de sucesso pode ter um preço substancial, superando o custo adicional em termos de produção e marketing. Isso deriva do elemento de confiança. Uma pesquisa no Reino Unido mostrou que consumidores costumam estar dispostos a pagar 30% a mais por um novo produto de uma marca de confiança do que por outro inexpressivo.
  • Vantagens na distribuição. Uma marca estabelecida pode garantir aos fabricantes os melhores distribuidores. Os distribuidores são mais receptivos a novos produtos de uma marca estabelecida.
  • Identidade ou imagem de marca reforça o apelo ao produto. A marca Rolls-Royce tem uma identidade nobre e é associada a valores como artesania, tradição e prestígio. A Volvo tem uma identidade diferente, associada a valores como segurança, funcionalidade e apelo familiar. Os valores da marca de diferentes produtos reforçam seu apelo para segmentos específicos do mercado.
  • A marca ajuda a conquistar a fidelidade do consumidor, em função da confiança e do afeto que gera.
  • As marcas oferecem oportunidades para a abertura de novos segmentos de mercado. Fabricantes de comida, por exemplo, criam submarcas com versões diet dos produtos.
  • Uma marca forte permite que os produtos passem de um mercado geográfico para outro. É o caso especialmente de setores afetados pela moda.
  • Marcas podem estender a vida de um produto. Como as marcas combinam confiança e respeito, um marketing cuidadoso pode explorar essas qualidades e dar nova vida a um produto estagnado. Por exemplo, a fabricante dinamarquesa de brinquedos Lego produz brinquedos relacionados a filmes.
  • As marcas são um valioso eixo orientado para o mercado em torno do qual as empresas podem se organizar. O administrador de marca costuma ser o responsável direto pelo que o produto oferece, além de como ele se apresenta ao consumidor.

NA PRÁTICA

  • Compreenda como a marca será usada. É para dar tranquilidade, permitir um preço mais alto ou para gerar um desejo de compra? Compreenda quais benefícios a marca oferece aos consumidores e quão confiável ela é.
  • Saiba o que a marca significa para os consumidores, e aprofunde esse apelo. Certifique-se de que o tom do marketing corresponde aos valores dela e ao mercado pretendido.
  • Identifique como a marca diferencia um produto da concorrência para decidir quais atributos destacar.
  • Faça uma pesquisa para determinar a força da marca junto aos consumidores. Isso mostrará como ela pode ser usada em novos mercados.
  • Assegure-se de que a marca tenha investimento suficiente e descubra como pode ser fortalecida. Essa administração ativa da marca irá produzir a fidelidade do consumidor.

20/08/2010 Posted by | Marketing | , , , , , , | 2 comentários

O TWITTER E O MARKETING DIGITAL

Em 31 de julho deste ano o Twitter comemorou seu tweet de número 20.000.000.000. Isso mesmo, o vigésimo bilionésimo tweet foi enviado pelo usuário @GGGGGGo_Lets_Go. A ‘twitada’ em si não teve nada de especial, foi um assunto do cotidiano. O próprio usuário nem sabia que estava prestes a alcançar uma marca que mexeu com a internet e foi assunto nos quatro cantos do mundo. Só se deu conta do feito, quando passou a receber cumprimentos de usuários do mundo inteiro.

O mundo adotou o Twitter. O crescimento do serviço de microblog chega a ser espantoso: o Twitter levou quatro anos para chegar ao tweet número 10 bilhões, em março de 2010, e apenas cinco meses para dobrar o volume de tráfego. Algo a se pensar, não?

Ao que parece todo o mundo está twitando. Mas twitando sobre o que? Acho que esse é um ponto curioso: todo mundo twita sobre qualquer coisa! Desde “estou com fome”, passando por “sigam meus amigos….” e “o filme … é bom demais”, até “comprei o produto… eu recomendo!”. Pense num assunto e ele está lá, alguém já twitou sobre aquilo. Dê uma procurada nos TT´s, também conhecido por Trending Topics, mais especificamente “os ‘assuntos’ mais twitados do momento”.

Então se o Twitter é esse sucesso todo, parece um celeiro fértil para se ganhar dinheiro, certo?

Há controvérsias.

Ainda não se têm muitas informações de empresas que se deram bem financeiramente com o serviço de microblog. Tempos atrás li algo sobre a Dell ter faturado até US$ 1 milhão com o Twitter e… paramos por aí. Não me recordo de nenhum outro case. Se bem que, a Dell por si só é um colosso no ramo de fabricação de computadores, possui fãs nos quatro cantos do mundo. Logo, saber se efetivamente o Twitter a ajudou nesse 1 milhão ao mais, é meio complicado.

Marketing Digital com o Twitter

Colocar sua empresa no Twitter não significa que suas vendas serão alavancadas da noite para o dia. Mesmo porque abrir uma conta no Twitter não faz milagres. Uma coisa muito importante que, ao que parece, até mesmo alguns profissionais de comunicação não estão atentos, é o real significado que uma ferramenta de internet como essa deve ter: aproximar o potencial e real consumidor de sua empresa.

Trazer o consumidor para o dia-a-dia de sua empresa pode ter o efeito psicológico de inseri-lo dentro do cotidiano de sua organização, faze-lo sentir-se parte do todo. Assim como você e seus funcionários, o consumidor também irá querer que a empresa não pare de crescer. Já parou para pensar no efeito dessa inserção em acionistas e investidores?

Por isso que o profissional responsável por essa comunicação da empresa com o mundo exterior deve ser extremamente responsável, gabaritado e conhecer muito da empresa. Eu diria até, que o mais recomendável seja o próprio CEO da empresa ou alguém muito próximo a ele. Afinal uma twitada certa pode ser só mais uma twitada, mas uma twitada errada… Lembra daquela velha máxima do futebol: “Penalti é tão importante que deveria ser batido pelo presidente do clube”?

Outro caminho para o uso do Twitter são as propagandas: a utilização dessa mídia como um canal promocional da empresa. O cuidado aqui é procurar seu espaço sem ser deveras invasiva. O humor de um follower é muito sensível e a distância entre ele continuar ou não seguindo sua marca é a de um clique. O ponto chave nessas situações é a produção de conteúdo ou ações que sejam atraentes para o consumidor. Se a marca tiver um bom posicionamento, o resto é branding.

Ações promocionais neste meio permitem uma segmentação e um impacto quase cirúrgico no target, sendo possível estipular qual o grupo de interesse, a faixa etária e que região se pretende atingir.Iniciativas como a premiação para seguidores que agreguem ainda mais seguidores são extremamente positivas. Premiações por retweets, idem. Na falta de criatividade, que tal incentivar e premiar seus usuários a criarem slogans para sua organização?

Usuários do Twitter, por exemplo, gostam de compartilhar links e dicas interessantes entre si. Quando dividem algum dado novo, promovem e retwitam aquilo, ou seja, passam a mensagem adiante, dando os créditos para quem escreveu.

Ter visibilidade fazendo com que os seguidores falem, sigam e retwitem a marca é fundamental para uma empresa que deseja entrar nessa rede social e ampliar share of mind. Mas lembre-se de que nem só de promoção vivem os twitters corporativos. A transmissão de conteúdo é essencial e deve ser explorada pelo Marketing dessas empresas. Abarrotar seu timeline de promoções apenas poderá fazer com que a marca perca seguidores e ganhe a antipatia de outros.

Informações sobre o Twitter:

  • Segundo informações do Twitter, os japoneses enviam 8 milhões de mensagens por dia, cerca de 12% do total do serviço. São os segundos em tráfego, atrás apenas dos americanos, que respondem por uma fatia de 25%.
  • O serviço também é um sucesso no Brasil – um levantamento da consultoria francesa Semiocast indica que o país é o quarto da lista, atrás da Indonésia;
  • Os brasileiros geram 11% dos tweets mundiais. O português é a terceira língua mais popular no serviço.
  • Enquanto no Brasil 82% dos tweets foram enviados a partir do site do próprio Twitter, na Indonésia esse meio foi utilizado por apenas 11%, enquanto o uso do aplicativo ÜberTwitter, para celulares Blackberry, responde por 37% das mensagens.
  • O escritor Paulo Coelho e o piloto de Fórmula 1 Rubens Barrichello foram incluídos em um mapa dos mais influentes do site de microblogging Twitter, divulgado por uma empresa especializada em internet e web design.

03/08/2010 Posted by | Marketing, Redes Sociais | , , , , | 5 comentários

Como a pesquisa sobre metáforas está revolucionando o Marketing

No século XVII, Shakespeare escreveu: “todo o mundo é um palco, e todos os homens e mulheres meros atores.” Na década de 1960, a banda The Doors cantou “Come on baby light my fire” – “Venha baby, e acenda meu fogo”. Todos os dias, milhões de brasileiros se cumprimentam com um sorriso e dizem: “tudo joia”? O que essas frases famosas têm em comum?

Em cada caso, há uma metáfora poderosa trabalhando, pegando uma ideia complexa ou abstrata e embalando-a de uma maneira que expresse instantaneamente todos os significados importantes de uma forma simples, estimulante e de fácil memorização. Tudo joia? Sim, tudo é perfeito, como uma jóia, bela, digna de um rei!

Profissionais do Marketing e Publicidade estão descobrindo o poder das metáforas para executar sua função ao comunicar algo sobre uma marca ou produto. Enquanto marcas desgastadas lutam incessantemente para encontrar mais um atributo de seu produto que irá causar algum interesse temporário no consumidor, as marcas mais bem promovidas do mundo (incluindo Coca-Cola, Harley-Davidson, Brahma, Proctor & Gamble e Microsoft) estão estudando exatamente quais metáforas visuais e verbais ajudarão a explicar conceitos complexos ao consumidor, como “por que eu devo comprar esse produto?”, “como ele funciona?”, “como isso vai melhorar a minha vida?”, “como fará eu me sentir?”.

São nestas respostas que os consumidores estão interessados quando fazem uma compra e não em quantas cores o produto está disponível. Quando as metáforas corretas são utilizadas no marketing, o consumidor enxerga imediatamente um lugar para a marca ou o produto em suas vidas.

Por que as metáforas são tão poderosas?

A mente humana é “projetada” para pensar em metáforas em um nível inconsciente. As metáforas determinam absolutamente tudo o que pensamos, dizemos, sentimos ou fazemos. Essa afirmação pode soar como uma surpresa, uma vez que poucos param para pensar conscientemente nas metáforas que usamos.

Elas acontecem naturalmente. Nós usamos de cinco a seis metáforas em uma conversação normal, e nunca paramos para pensar nisso. Mas essa é a verdadeira “mágica” das metáforas para o Marketing, o fato de que elas operam além do conhecimento da mente. Pesquisas sobre a mente humana conduzidas na década de 1990, provaram que 95% ou mais de nosso pensamento é inconsciente. As metáforas são capazes de transpor o nível superficial e o pensamento racional e atingir as áreas mais profundas, inconscientes e emocionais da mente, onde verdadeiramente formamos opiniões e tomamos decisões.

No entanto, empresas interessadas em utilizar metáforas e alcançar a mente inconsciente do consumidor precisam estar alertas. É preciso realizar pesquisas meticulosas para entender a mente do consumidor e descobrir com precisão quais metáforas serão mais capazes de causar impacto positivo na percepção deles sobre a marca ou o produto.

Os cenários revelados por meio da técnica de metáforas profundas proporcionam muito mais à condução do Marketing e gestão das empresas. Não raro, o retorno de uma pesquisa do gênero é norteador para o próprio negócio, revelando informações inéditas para o entendimento da marca, posicionamento e novas possibilidades de mercado.

Josiah Foster (Mestre em Antropologia pela Universidade do Estado da Pensilvânia (EUA), e participou da equipe do Dr. Gerald Zaltman para o desenvolvimento da técnica ZMET®, de Elicitação de Metáforas Profundas, na Universidade de Harvard. No Brasil, representa a técnica com exclusividade por meio da empresa Mindroads).

HSM Online
21/05/2010
(para ler o artigo completo, clique aqui)

21/05/2010 Posted by | Marketing | , , , | 4 comentários

DESENVOLVENDO SEU PLANO DE MARKETING NA WEB 2.0 – AS FERRAMENTAS

Há ainda outras ferramentas que podem encurtar o relacionamento e a interatividade  com seu consumidor. Você mostra para ele (consumidor) e também para o mercado, que além de agregar valor você também expõe liderança de pensamento.

Eis algumas ferramentas:

White Papers – tipicamente discutem uma posição específica ou solução para um problema. São poderosas ferramentas de marketing usadas para ajudar os responsáveis por decisões-chave e influenciadores a justificar implementação de soluções.

Podcasts – são uma série contínua de downloads de áudio, que são muito populares como conteúdo de liderança de pensamento em alguns mercados. Algumas pessoas simplesmente preferem áudio e, se for assim com seus clientes, então um podcast de sua autoria pode ser um bom negocio.

E-books – este são cada vez mais usados por profissinais de marketing como uma forma divertida e criativa de levar informação útil aos consumidores. Trata-se basicamente de um documento PDF que identifica um problema de mercado e fornece uma solução.

Newsletters via e-mail – tem sido usadas há tanto tempo quanto o email, mas ainda conservam tremendo valor como forma de divulgar uma série regular de conteúdos de liderança de pensamento. Considere usar um tipo de diferente de newsletter via email, em que não seja focado nos produtos e serviços, mas sim em resolver os problemas do cliente uma vez por mês.

Webinars – são seminários online que podem incluir áudio, vídeo ou imagens gráficas (tipicamente em forma de slides de Power Point) e são usados com freqüência por empresas de tecnologia como briefing sobre um problema específico que a tecnologia pode solucionar.

Wikis – são iniciados na forma de conteúdo de liderança de pensamento por organizações que desejam ser percebidas como importantes players em um determinado mercado. Voce pode usar um wiki para chegar ao publico que você deseja atingir e ajudá-lo a organizar o conteúdo.

Videocontent, vodcast e vlogs – (três nomes, uma mesma mídia) são vídeos atualizados regularmente que oferecem uma oportunidade poderosa de demonstrar sua liderança de pensamento, tendo em vista maior familiaridade das pessoas com vídeo.

São essas as opções de ferramentas que considero mais importantes para o Marketing na Web 2.0.

Um bom plano, começa com um bom planejamento. Um bom planejamento, possui objetivos claros, foco e metas factíveis. Na Web 2.0 o foco é o cliente e não o produto. Relacionamento e interatividade com o consumidor é o segredo de ouro.

Entendendo seu público-alvo através da linguagem que ele fala, as ferramentas que usa e os  os hábitos de navegação, você pensa e age como ele. Você entende o que o leva a tomar determinada decisão de compra.

Com as ferramentas certas de interação, o conteúdo que gera valor e atende às expectativas de seu consumidor, você fideliza e se aproxima do seu cliente. Cumpre suas metas organizacionais, gera valor e riquezas para a empresa.

Fico por aqui com o sentimento de ter ajudado na missão de clarear seus horizontes de ação para o seu próximo plano de Marketing.

Um abraço!

Comente!

24/04/2010 Posted by | Marketing, Web 2.0 | , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

DESENVOLVENDO SEU PLANO DE MARKETING NA WEB 2.0 – O BLOG

Um blog nada mais é do que um website muito simplificado, sem recursos de aplicativos gráficos. (Blogs)Estão ali para receber postagens e mostrá-las ao mundo. Nada de aplicações em Java, Flash… Geralmente eles já vêm com templates (ou os modelos) oferecidos pelos servidores que o hospedam. Você escolhe o template que mais se adequa ao seu estilo e voilá! é só sair “blogando”.

Quando de seu surgimento, os blogs eram tidos por muitos com uma versão online de diários, daqueles que você contava seus mais íntimos segredos ou ainda falava de seus assuntos prediletos. Com a expansão da web, os blogs ganharam um novo caráter (embora ainda haja muitos que sejam os diários de meninas com seus segredos, seus namoradinhos e suas paqueras), o de formadores de opinião.

Os blogs agora são também um veiculo do mainstream para que as organizações transmitam suas idéias para o mercado. Os leitores de blogs enxergam as informações compartilhadas por blogueiros inteligentes como uma das poucas formas de comunicação autentica. Um bom blog chama a atenção.

Revistas de negócios demonstram regularmente grande entusiasmo em relação ao modo como os blogs têm o poder de transformar seu negócio. Contudo, antes de montar o seu blog, recomenda-se que você primeiramente passe a monitorar os blogs do seu nicho de mercado e que entre na blogosfera postando comentários em alguns deles.

Qual deve ser o tema do seu blog?

A maioria dos blogueiros iniciantes tenta cobrir um campo excessivamente amplo. É melhor começar com um tema estreitamente focado e ir abrindo espaço para a expansão.  Seja autentico. As pessoas lêem blogs porque pretendem encontrar vozes honestas que falem apaixonadamente sobre algum assunto. Se você conseguir ser interessante e oferecer informação de valor, o numero de leitores crescerá.

Você também poderá dar ao seu blog um jeitão similar ao site da sua empresa, mas é recomendável que não seja idêntica. Mais recomendável, talvez, seja que não tenha qualquer semelhança, justamente para dar uma voz independente às suas opiniões.

Muito excitante e importante é a opção “Deixar um comentário” que a maioria dos blogs possui. Há gente que não prefira ter comentários feitos às suas postagens, uma vez que não só de elogios se vive uma postagem, há a duras críticas também. Mas nada mais excitante de que ler um comentário deixado por alguém em uma postagem.

Nos blogs há ferramentas que monitoram o numero de acessos, inclusive por postagens. Ou seja, é possível, com essa ferramenta, saber quais assuntos agradam mais e menos seus leitores.

Não me resta dúvida de que um espaço independente e complementar aos veículos de comunicação – como um blog – de uma organização é parte fundamental da estratégia de marketing com consumidores. Um espaço onde você permita a interatividade com consumidores e tem opiniões individualizadas (e não mais da organização, somente) e complementares aos produtos que oferece, partindo do ponto de vista de cada colaborador da empresa.

No próximo artigo falarei das demais ferramentas que fortalecerão seu Marketing online da Web 2.0.

Não perca! Comente!

22/04/2010 Posted by | Marketing, Web 2.0 | , , , , | Deixe um comentário

DESENVOLVENDO SEU PLANO DE MARKETING NA WEB 2.0 – O SITE

Quando estiver desenvolvendo um site focado em seus clientes e em seus processos de compra, eis alguns aspectos a considerar:

Reflita sobre a mídia predileta de seus consumidores e seus estilos de aprendizado – há pessoas que gostam de ler, outras que gostam de ouvir e pessoas que gostam de ver. Assim, em seu site, você deve ter um conteúdo apropriado desenhado especialmente para seus consumidores. Não significa que você deva ter todos os conteúdos possíveis, mas sim, que você deve ter além de textos, fotos ou vídeos para ampliar a atratividade dos textos.

Desenvolva uma personalidade para o site – quando os consumidores estiverem interagindo com o conteúdo do seu site, eles devem ter uma clara idéia do que sua empresa é. A personalidade é divertida ou brincalhona? Ou é sólida e conservadora? Um foco rigoroso na personalidade e no caráter do site surte efeito.

Fotos e imagens contam a sua historia – o conteúdo não é limitado a palavras. Fotos são poderosos conteúdos quando o visitante da pagina vê que imagens são componentes integrantes do site. Contudo, fotos genéricas e de banco de imagens, podem ter efeito negativo. Seja original!

Incluindo ferramentas interativas – qualquer coisa que envolva pessoas com o conteúdo do site proporciona uma grande oportunidade de engajar visitantes, despertar seu interesse e move-los ao longo do seu ciclo de vendas. Quizzes de perguntas, previsão do tempo, cotações do dólar, bolsa de valores…

Certifique-se de que loops e feedbacks estarão disponíveis – mecanismos diretos de feedback como botões “avalie isto”, “entre em contato”, fóruns on-line, espaço para deixar comentários, críticas e sugestão fornecem informações valiosas para o site e seus visitantes.

Ofereça caminhos para seus clientes interagirem – um fórum ou wiki em que clientes possam conversar entre si fazem muito bem para muitas empresas, como um caminho para mostrar que existe uma vibrante comunidade de pessoas usando seus produtos e serviços.

Crie conteúdo que valha a pena disseminar e que possa se tornar viral – quando o conteúdo se torna vibrante e útil, os visitantes tendem a falar deles com amigos, geralmente enviando-lhes um link. Faça com que URLs virais sejam permanentes no site.

No próximo artigo comentarei de outra ferramenta importantíssima na estratégia de Marketing da Web 2.0 – O BLOG

 

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20/04/2010 Posted by | Marketing, Web 2.0 | , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

DESENVOLVENDO SEU PLANO DE MARKETING NA WEB 2.0 – CRIANDO CONTEÚDO REFLEXIVO

Abaixo uma lista de técnicas para criar um conteúdo atrativo para seu consumidor expondo sua liderança de pensamento:

1)      Não escreva sobre sua empresa e seus produtos. O conteúdo de liderança de pensamento deve ser concebido para resolver os problemas dos clientes ou responder a questões e mostrar que você e sua organização são inteligentes e que, portanto, merecem ser contratados. Esse tipo de técnica de marketing não é um anuncio ou uma oferta de venda. Liderança de pensamento não é propaganda.

2)      Primeiramente defina suas metas organizacionais (já discutidas em postagem anterior). Você quer aumentar receitas? Encorajar pessoas a comprar algo?

3)      Baseado em suas metas, decida se você deseja prover o conteúdo gratuitamente e sem necessidade de registro por parte do usuário (você terá muito mais pessoas desfrutando do conteúdo, mas não saberá quem elas são), ou se você quer incluir algum tipo de mecanismo de registro (menores taxas de resposta, mas com lista de contatos).

4)      Pense como um Publisher entendendo seu publico. Considere os problemas de mercado com que seus perfis de cliente se defrontam e desenvolva tópicos para atraí-las.

5)      Escreva para seu publico. Uso exemplos e historias. Torne o texto interessante.

6)      Escolha um bom titulo que chame a atenção. Use subtítulos para descrever o que o conteúdo fornece.

7)      Promova esforço como um louco. Ofereça conteúdo de seu site com links fáceis de serem achados. Adicione um link às assinaturas dos emails de seus empregados e convença seus parceiros a também oferecerem os links.

8)      Para disseminar os efeitos do marketing viral, alerte jornalistas especializados, blogueiros, analistas, amigos, pessoas influentes,  para o fato de que o conteúdo está disponível e envie para eles um link para download.( Ter um Twitter com muitos seguidores e um software que encurte as URL, ajuda um bocado!).

O próximo artigo começará a falar sobre as ferramentas de sua estratégia de Marketing na Web 2.0. A próxima ferramenta será O SITE.

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18/04/2010 Posted by | Marketing, Web 2.0 | , , , , , , , , | 1 Comentário