O Mundo das Ideias Corporativas

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A GESTÃO DO FUTURO – PARTE 3 – O FUTURO DO TRABALHO

A conseqüência para o emprego de deslocalização das empresas será observada em duas perspectivas. Na perspectiva do modus vivendi e do trabalho.

O modus vivendi apresentará uma população mais produtiva, pois aproveitará melhor o seu tempo outrora desperdiçado. Haverá mais tempo para levar o cachorro para passear, cuidar dos afazeres domésticos e aproveitar os amigos. Diminuir-se-á o stress no transito, pois o uso do transporte público será generalizado. Como os work centers estarão localizados próximo das residências dos trabalhadores (no máximo a 10km de distancia), os trajetos poderão ser feitos a pé ou de bicicleta, tornando o trabalhador mais saudável e o nível de stress menor. Para o meio ambiente, as emissões de CO2 diminuirão.

Na perspectiva do trabalho, este não será mais vendido a partir de horas ou projetos. As pessoas vão trabalhar por problemas, ou por resultados. A única atividade digna do ser humano é a atividade mental em que há julgamento e tomada de decisão. A atividade braçal será 100% substituída por robôs ou processos ainda mais automatizados e a atividade mental repetitiva será codificável, como o que acontece nos ‘menus’ de call centers atuais. Tudo o que puder ser substituído por tecnologia o será.

Um novo tipo de categoria de trabalhador surgiria: o Coordenador. Este seria responsável por coordenar as atividades dos profissionais colaboradores espalhados geograficamente em diferentes work centers. As formas de capacitação dos colaboradores, que neste modelo atuam como agente livres, abrangeriam os 5 C´s: Conceitos, Capacidade, Conexões, Confiança e Curiosidade.

Novos tipos de empresas surgirão, as empresas do tipo B.O.S.S. (sigla para Build, Operate, Short Sell), ou seja, construa, opere e venda logo(!). Esse tipo de empresa surgiria a partir desses agentes livres, os colaboradores, a partir de sua força de trabalho, idéias e iniciativa e seriam rapidamente incorporadas, ou compradas, pelas grandes empresas do mercado.

Finalmente, não haverá empregos, e sim trabalhos.

Outros setores também serão atingidos por essas novas relações com o trabalho e deslocalização de empresas.

Até o próximo artigo!

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Esta série de artigos é baseada em entrevista concedida por SILVIO MEIRA à revista HSM Management de Março/Abril 2010. Silvio Meira é professor da Universidade Federal de Pernambuco, fundador do C.E.S.A.R., centro de pesquisas que é referencia internacional de TI, e do também recifense PORTO DIGITAL, considerado o Vale do Silício brasileiro.
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17/04/2010 - Posted by | Gestão, Ideias Corporativas | , , , , , , ,

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