O Mundo das Ideias Corporativas

Gestao, Marketing, Tecnologia, Web 2.0 e Redes Sociais

AS NOVAS TECNOLOGIAS NA GESTÃO DE SAÚDE

Como novas tecnologias de BI podem auxiliar operadoras de saúde na gestão de planos de saúde e racionalização de custos

Vivendo nos dias atuais não podemos negar a importância fundamental que a tecnologia exerce sobre nós. Causa-nos desconforto ficar um dia inteiro sem navegar na internet, mesmo que seja para uma rápida consulta em nossos emails. Há mais telefones móveis que brasileiros no país. As notícias, outrora em papéis, já estão, quase que exclusivamente, em versões on-line. Robôs japoneses já caminham, dançam e expressam emoções. Música agora é em versão MP3. O PC e o laptop são quase uma extensão de nós mesmos. Hoje só se fala em tecnologia, web, empresas, idéias, marketing… versão 2.0.

A tecnologia está aí, não podemos ignorá-la. Estamos na era da Informação. E precisamos de ambas.

Associando tecnologia e informação, o homem só tem a ganhar. Com a tecnologia ele tem o meio para articular, criar, disseminar, tornar acessível e promover informação com rapidez e qualidade, no lugar e da forma que ele pretenda. E mais: ele consegue que a informação trabalhe em seu benefício, extraindo dela o máximo que puder e necessitar.

Há, na saúde pública, métodos de captação e controle de dados, tais como: Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), nascidos vivos (SINASC), sobre serviços e atendimentos ambulatoriais (SIA) e de internações hospitalares (SIH). Tais informações permitem, em certos níveis, conhecer a situação e tomar decisões. Na outra extremidade, as informações que se dispõe na saúde suplementar são menos ricas; apenas dados relativos à produção de serviços ambulatoriais e hospitalares prestados pela rede credenciada das operadoras. Embora importantes, apresentam séria limitação à medida que não refletem a situação real dos beneficiários. Os gestores, muitas vezes, atuam sem suporte às decisões, impedindo ações mais efetivas.

COMO CHEGAR LÁ?

Há de se pensar em ferramentas que permitam às operadoras conhecerem a saúde de seus beneficiários, assim como análise/estudos quanto aos custos com execução de procedimentos. Questionários epidemiológicos mais completos que os atuais para a construção de indicadores associados à saúde e não apenas às doenças, também sobre os fatores de risco e os determinantes sociais do processo de saúde/doença, são exemplos de ferramentas. Estudos e análises com o devido rigor científico dos desfechos clínicos decorrentes das coberturas previstas na legislação, tornando questionáveis os estudos econômicos que envolvam métodos mais complexos, racionalizariam os gastos.

Claro, investimentos financeiros são necessários para aplicação e execução dessas ferramentas e estudos. Porém, acreditamos que há de se colher benefícios permanentes com as mesmas. Direcionando recursos para a prevenção, atinge-se o problema na raiz e chega-se aos clientes mais necessitados. Os resultados permitiriam a formulação e avaliação de políticas de benefícios das operadoras. Evitar-se-ia o temível problema de desperdícios de remediação ao fim da cadeia.

QUAIS FERRAMENTAS?

bi.jpgTemos, hoje, na área de TI, os softwares de Inteligência de Negócio – as ferramentas de Business Inteligence, ou, BI – que possibilitam a extração de dados de diversas fontes. A partir de bancos de dados informacionais (Data Warehouses – DW, Data Marts – DM) com graus maiores (DWs) ou menores (DMs) de complexidade, extraem-se informações para análises de acordo com as necessidades outrora aqui expostas. Através do comportamento de determinadas variáveis no tempo, descobrem-se tendências ou padrões, e, com isso, transformam-se os dados em informação estratégica.

Tais bancos de dados nada mais são do que os locais onde as operadoras mantêm as informações cadastrais de seus usuários, solicitações e autorizações de senhas, atendimentos, internamentos e credenciamentos, por exemplo, armazenados no mesmo lugar, de forma integrada. Aplica-se sobre tais bancos de dados um processo chamado Data Mining (do inglês, “mineirar” dados), que visa buscar em meio a um montante colossal de registros (um DW ou DM), informações úteis e invisíveis que passariam despercebidas, se analisadas por olhos humanos.

Tais ferramentas possibilitariam eventual evasão de benefícios, identificação de fraudes ou uso indevido, e ainda detalhamento da utilização do plano. A partir do cruzamento dos dados comparativos e da elaboração de relatórios gerenciais dinâmicos que permitam execução de medidas no tempo certo, se evita desperdícios ou gastos não previstos.

Alguns exemplos de lugares que utilizam ferramentas de BI:

×          Universidade Católica de Pelotas (RS) – busca de informações e padrões implícitos em prontuários, laudos, formulários de internações, entrevistas

×          Hospital da Flórida – Miami: através do sistema foi indicado, para cada doença o tratamento que apresentou o maior sucesso, padronizando-os.

×          Indústria Farmacêutica (Merck-Medco): utilizou Data Mining através do método de associação, para descobrir vínculos entre as enfermidades e os tratamentos realizados e definir remédios mais efetivos para cada paciente, reduzindo o custo de cada tratamento.

—————————————————————————————————————————————————

Baseado em: Neto, João Paulo dos R., “Sistemas de Informação na Auditoria em Saúde” [2008]

—————————————————————————————————————————————————

Anúncios

14/10/2009 - Posted by | Tecnologia | , , , , ,

Ainda sem comentários.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: