O Mundo das Ideias Corporativas

Gestao, Marketing, Tecnologia, Web 2.0 e Redes Sociais

AS NOVAS IDEIAS EM INFORMAÇÃO NA SAÚDE

Desde os mais remotos tempos o homem sempre buscou padrões. A partir da extração de características dos objetos ou eventos e da seleção de suas peculiaridades mais discriminativas, constrói-se um classificador, um padrão. Assim foi o nascimento da matemática, a tabulação das marés com as cheias e vazantes do Nilo, as estações do ano para a agricultura, o movimento dos planetas e fases da Lua para a Astronomia, o surgimento das moedas para o Comércio, a definição dos diferentes comportamentos de indivíduos para a Psicologia, a observação dos sintomas e definição das doenças para a Medicina.

Claro, há padrões em tudo. Na concepção de um software, na edificação de uma casa, na canalização de um rio, na urbanização de uma cidade. Tudo isso sempre buscando um objetivo simples e comum: viabilizar, de maneira otimizada, a chegada a um determinado fim.

Na área da saúde não é diferente. O padrão de som quando um médico ausculta nossos pulmões, lhe diz algo. O comportamento das ondas no Eletrocardiograma aponta se o coração está bem ou não. Os sons emitidos pelos fluxos de sangue em nossas veias, dizem sobre nossa pressão arterial. Ao mostrarmos a língua, os médicos percebem anomalias em nossas amígdalas, gargantas etc.

As empresas também buscam padrões para suas operacionalidades de modo a obter melhores resultados. Otimizar o fluxo de comunicação interna, tomar decisões, implantar padrões ISO.  Governos disseminam padrões em sua governabilidade, na cobrança de impostos, em repasse de verbas.

PADROES NA AREA DE GESTAO DA SAUDE

Na área de saúde, a ANS, órgão governamental que regulamenta o sistema de saúde, opta também pela adoção de padrões para melhor fiscalização do setor. Em junho de 2007, a agência criou a TISS, que foi a padronização de formulários em saúde com o objetivo de facilitar a comunicação entre operadoras e prestadores de saúde; pretende diminuir a burocracia, além de apresentar outras vantagens como diminuição de erros nas guias, ocorrência de glosas e incidência de um banco de dados para o setor.

O sistema público também se utiliza de instrumentos para padronizar a gestão de seus gerenciadores. A utilização de sistemas de informação de dados das AIHs, APACs e BPAs, bem como as tabelas de informações de procedimentos, são exemplos.

PRONTUARIO ELETRONICO: UMA NOVA PROPOSTA DE PADRAO?

Na verdade não tão nova. prontuario eletronico

Já há prestadores que se utilizam desse modelo. Mas são minoria. Mesmo em menor grau de uso, os prontuários eletrônicos de pacientes (PEP’s) mostram-se como uma tendência irreversível. O acesso rápido, a disponibilidade remota, o uso simultâneo por várias pessoas, a legibilidade absoluta (não se perderá tempo decifrando os “hieróglifos” dos médicos, enfermeiros ou atendentes), a redução do espaço de armazenamento, maior confiabilidade, segurança e confidencialidade das informações por meio da utilização de senhas digitais, a extinção das pilhas de papéis que, muitas vezes, devido às más condições de acondicionamento, acabam por se deteriorar e acarretam em perda de dados e informações.

Os PEP’s podem ser entendidos como objeto e processo ao mesmo tempo. Isso porque descrevem e registram toda a cadeia de eventos, desde a entrada do usuário no sistema até os serviços prestados, passando por receitas médicas, alertas, imagens, procedimentos, estatísticas, exames, com o usuário e seus vínculos. O registro médico deixa de ser um documento passivo, difícil de entender, afastado do paciente, para ser um instrumento ativo, uma central de serviços de informação, um promotor de saúde e de prevenção de problemas, e um educador de pacientes e divulgador de informações confiáveis sobre medicina e saúde.

Com PEP’s é possível se obter elementos que facilitam a interação entre profissionais, um melhor planejamento e ainda a utilização dos dados sobre o paciente. As informações podem circular com maior facilidade e assim servirem de insumo a diversas pesquisas que tratam de diferentes casos. Torna-se mais fácil e mais barato para os médicos e pesquisadores o intercâmbio de dados e informações sobre um tipo raro de doença, por meios eletrônicos, do que por qualquer outro.

Diante de tantas vantagens, resta somente que os prestadores vençam os paradigmas do papel e dêem mais agilidade à circulação de informações sobre os pacientes dentro de suas instalações.

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Baseado em: Mota, Francisca R. L. e Babêtto, Hérbele Sales “Processamento e Compartilhamento da Informação em Prontuários Eletrônicos”

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14/10/2009 - Posted by | Ideias Corporativas | , , ,

1 Comentário »

  1. também temos uma comunidade online (em criação) – pelo que vejo, é um dos seus objetos de estudo.
    Quê acha de uma wiki focada na saúde, reunindo textos em linguagem leiga.
    http://www.meuprontuario.net/wiki
    Um formulário de idéias para auxiliar na cocriação de um pronduto de prontuário online (uma primeira experiência brasileira de cocriação). Suas sugestões são importantes.
    Abraço.
    Leonardo Alves

    Comentar por Leonardo Alves | 17/02/2011 | Responder


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