AS WEBS – PRESENTE, PASSADO E FUTURO
A rede web é algo que sempre me fascinou. Aproxima-nos de quem está longe (nem sempre tão longe assim) através dos “messengers” e sites de relacionamento, preenche nossas horas de ócio melhor do que qualquer canal de TV por assinatura e possibilita expressarmo-nos e sermos ouvidos. Em alguns casos, daqueles que aparecem em programas sentimentais de televisão, unem parentes separados, promove o reencontro de pais e filhos, gera casamentos à distancia.
Em resumo: une pessoas e oferece entretenimento. Das mais diversas formas. Seja para comunicação, debate de idéias, troca de arquivos, pirataria de filmes e músicas, relações comerciais de vendas de produtos e serviços on-line. As possibilidades em web são infinitas. Sempre surge algo novo e interessante.
E acho que é por isso que ela me fascina tanto: sua capacidade de mutação e renovação. Já escrevi noutro artigo sobre as Empresas 2.0 que operavam suas atividades na web 2.0. Discursei algumas palavras sobre essa “nova” web.
Lendo em revistas e navegando por sites, descobri que a web 2.0 é a que utilizamos atualmente, mas já há outras formas, ou fases, de web em “fase de concepção”. Vamos a um rápido resumo do passado, presente e futuro da web:
Web 1.0 a internet básica: limitada, usada basicamente para publicar documentos e realizar transações. Com elas, as grandes empresas inauguram suas estratégias de comunicação e vendas de produto on-line. Nasciam os sites com divulgações de informações corporativas e desenvolvimento de planos de marketing e vendas que incorporavam a web como ligação com os clientes.
Web 2.0 a rede social, da colaboração: Surgem aqui os sites de relacionamento e o agrupamento de usuários em comunidades. Estamos nesse “estágio” atualmente. Empresas desenvolvem estratégias de co-criação com demais usuárias. Youtube e Wikipédia são ícones deste momento. O cliente agora tem vez e é ouvido. Sua voz tem o “peso” de uma comunidade inteira.
Web 3.0 a rede semântica: entramos no futuro, a web que vai interpretar nossos pensamentos. A qualidade da informação é mais rica. Linguagens mais potentes, redes neurais e algoritmos genéticos são o mote. Você digita “último filme de Tom Cruise” e a web te leva até o filme e não a milhares de sites que tenham as palavras: “último”, “filme”, “Tom Cruise”.
Web 4.0 a rede móvel: é a proliferação da comunicação sem fio (wireless). Em qualquer hora, em qualquer lugar do mundo físico. Integração em tempo real. Um exemplo, o GPS, guiará o usuário por um caminho mais econômico ou de menos tráfego; em algum tempo, tirará o trabalho do motorista de dirigir.
Web 5.0 a rede sensorial-emotiva: a idéia aqui é trazer sentimento às nossas interações com a rede. Ela interpretará nossas emoções. Ao determinar nossas emoções, somando-se às tecnologias e conhecimentos deixados pelas antecessoras, ao saber que estamos “tristes”, por exemplo, a web nos apontará os melhores lugares com pessoas mais divertidas para nos animar. A web 5.0 será, sem dúvida, mais “afável” que as anteriores; e a mais manipuladora também.
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