O Mundo das Ideias Corporativas

Gestao, Marketing, Tecnologia, Web 2.0 e Redes Sociais

POR QUE AS EMPRESAS MORREM OU VÃO A FALÊNCIA?

Como as empresas morrem: as falências no Brasil e no mundo, exemplos de empresas que se recriaram e o que fazer quando a empresa estiver em estado de alerta.

Sempre no processo de concepção de uma empresa, após a preocupação em bem remunerar seus proprietários e acionistas, esta deve visar atender e satisfazer seus clientes através da qualidade de seus bens, produtos ou serviços. Não só a qualidade atende a clientes: responsividade, pontualidade, respeito, valores morais e éticos. Infelizmente não é possível saber com exatidão os anseios dos clientes; analistas de marketing chegam muito próximos. Não há fórmula secreta. O que sabemos é que devemos sempre manter o foco no consumidor.

Apenas razões inerentes ao cliente não fazem uma empresa conhecer o seu fim. Fatores de mercado como concorrências desleais, barreiras de entrada e os excessos tributários por parte das leis reguladoras catalisam também o processo.  Mas em muitas vezes o problema, assim como um câncer, vem de dentro da própria empresa. Más gestões podem por tudo a perder. Nesse escopo podemos dividir as causas em três vertentes principais: extrapolar limites, não possuir modelo de gestão para risco ou investir fora de suas competências centrais.

Más gestões podem ser entendidas ou julgadas por diferentes óticas; pela ética, pela técnica e pela moral. Eis algumas razões técnicas: falta de acompanhamento aos custos fixos e variáveis da empresa, erro na formação dos preços e serviços, falta de capital de giro, ciclo operacional e fluxo de caixa em desalinho. Algumas razões éticas: retiradas excessivas dos sócios, pagamentos em atraso resultando em funcionários descompromissados e insatisfeitos. Uma forte razão moral: desvios de dinheiro do caixa da empresa.

AS FALENCIAS NO BRASIL E NO MUNDO

Os EUA, somente neste ano, contabilizam mais de 350 mil pedidos de falência e concordatas em todos os setores da economia. Um número 30% maior do que no ano anterior, segundo a secretaria administrativa dos tribunais norte-americanos. Desde 1993 não se viam números tão altos por lá. falencia

Em Portugal, em um período de doze meses entre Agosto de 2008 e 2009, foram mais de 50 mil falências.  Na zona do Euro a situação chega ao extremo em que não só empresas estão morrendo: agora países se já não faliram, estão a beira. Finlândia é o exemplo mais expressivo de um país falido. Reino Unido e Itália estão à beira da bancarrota. A libra esterlina, outrora moeda mais forte do mundo, está em paridade com o Euro praticamente. Os italianos estão com déficits que chegam a 106% do PIB.

Para minha surpresa, no Brasil, a situação atual é muito boa, se comparado aos países citados acima. Em 2008 foram solicitados 1505 pedidos de falências; até o presente momento, setembro de 2009, no acumulado do ano, somente 510 pedidos. Quero citar um setor da economia em específico: a saúde suplementar. Que, em uma década amargou queda expressiva de 36% no numero de operadoras de saúde. No ano de 2000, um recorde de 2723 operadoras de plano de saúde. Em 2004 eram 2178 empresas. Em 2009, são contabilizadas 1748 operadoras. Em 2006 das 100 mil companhias que abriam por ano, 58 mil fechavam as portas antes de completar três anos, sendo que 47,8% das falências ocorriam no comércio.

AS VOLTAS POR CIMA

A falência de uma empresa é um processo que acontece em etapas. Com a falência vinda a ser percebida somente na fase que imediatamente a precede. Os momentos anteriores simplesmente passam despercebidos, ou são interpretados como maus resultados que podem ser revertidos no mês seguinte. Esses estágios evoluem a partir de um conjunto de sinais de carência gerencial e operacional que são refletidos no desempenho financeiro da empresa.

Empresas que não percebem sinais de mercado ou índices internos de crescimento negativos em suas contas de balanço caem. Somado a isso, a empresas devem possuir em seus postos-chave pessoas carismáticas e competentes. São elas que levarão a empresa para o alto ou para o purgatório. Estrutura ou renome por si só, não garantem a sobrevivência da empresa.

Grandes empresas já passaram por situações críticas e tiveram de se reinventar para sobreviver no mercado. Abaixo resumirei as histórias de renascimento de duas grandes empresas.

A Xerox nasceu como uma empresa de fotocopiadoras. Desenvolveu o processo de xerografia e impressão a laser, que lhe deu o direito de explorar a patente por 20 anos. Tal feito rendeu-lhe bilhões em faturamento e liderança absoluta de mercado. Em 1975 leis antitrustes americanas dividiram a empresa, resultando na queda de market-share de aproximadamente 100% para 14%. Mesmo desenvolvendo PCs com sistemas operacionais de interface gráfica, durante o período da exploração exclusiva da xerografia, a empresa fracassa nessa área pela incapacidade de comercializar seus produtos. Suas idéias são (muito bem) aproveitadas pela Apple de Steve Jobs. Somente aprimorando ainda mais seus produtos de scanners e fotocopiadoras, a empresa nas décadas de 80 e 90 recupera sua hegemonia.

IBM Sun MicroQuando se fala em tecnologia não há como não se lembrar da IBM. Reconhecida como a mãe dos computadores e sistemas operacionais, foi líder de mercado por anos a fio na área de mainframes e computadores pessoais. Com os mainframes sendo substituídos pelos servidores de arquitetura PC ao longo do tempo e a concorrência cada vez maior na área de computadores pessoais, a IBM vende sua área de computadores para a chinesa Lenovo em 2005. Atualmente fundiu-se com a PeopleSoft e juntas trabalham na área de tecnologia oferecendo soluções e middleware e softwares de soluções  empresariais.

O QUE FAZER NOS MOMENTOS DE CRISE?

Momentos de crise fazem com que o alerta seja acionado na empresa e demandam coragem. Mais do que isso, exigem novas estratégias, visionarismo e liderança carismática para motivar pessoas a transformar idéias novas em realidade. As empresas citadas neste artigo, em algum momento aplicaram essa tríade em suas entranhas para voltarem a ser o que sempre foram: grandes. Souberam recriar em si a oportunidade de grandeza.

Nesse ambiente de alerta em todos os cantos da empresa, faz-se necessário o (re)planejamento de cenários para aprimoramento de idéias e projeções da empresa. Há de se adotar estratégias flexíveis para enfrentar o inesperado. Deve-se romper com o passado de estratégias rígidas. A projeção de um sistema de monitoramento dinâmico para acompanhar o avanço interno na execução de cada estratégia faz-se necessária.

Seja dinâmico como o mercado. Aperfeiçoe processos de informação e tomada de decisões. Aumente a agilidade da empresa em suas estruturas, processos e sistemas de remuneração. Pessoas remuneradas são pessoas motivadas.

Transforme sua empresa em algo novo, diferente e melhor. Fortaleça a liderança em vários níveis da empresa. E tenha em mente sempre a máxima da Lei de Packard: “Se você permitir que o crescimento supere a capacidade de por as pessoas certas nos lugares-chaves, cairá inexoravelmente”

=======================================================================

Gostou desse Artigo? Quer saber mais sobre o as causas que levam uma empresa à Falencia? Veja este artigo
About these ads

14/10/2009 - Posted by | Gestão | , ,

Ainda sem comentários.

Deixar uma resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

WordPress.com Logo

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Log Out / Modificar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Log Out / Modificar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Log Out / Modificar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Log Out / Modificar )

Connecting to %s

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

%d bloggers like this: